O falso procurador da filha do presidenciável José Serra (PSDB), Antonio Caros Atella Ferreira, presta depoimento nesta sexta-feira na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.
A PF investiga a quebra do sigilo fiscal, pela Receita Federal, de Verônica Serra e outras quatro pessoas ligadas ao candidato tucano ao Planalto.
Atella foi intimado a depor às 7h de hoje. Ele presta depoimento desde as 10h no inquérito que corre em Brasília, apesar de dar as declarações em SP. E não está acompanhado de advogado.
A Receita confirmou que a declaração de renda de Verônica referente aos exercícios de 2007 e 2009 foi acessada em 30 de setembro do ano passado na delegacia do fisco em Santo André (SP). O documento falso solicitando os dados foi entregue por Atella, que se apresentou como procurador da filha de Serra o que não é verdade.
Ontem à tarde, o presidente Lula determinou que a Polícia Federal assuma a "totalidade" da investigação sobre o escândalo na Receita Federal. O pedido chegou ao diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, e ao ministro Luiz Paulo Barreto (Justiça). Na prática, a investigação não muda em nada, já que a PF tinha aberto, desde junho, um inquérito na superintendência de Brasília para apurar a quebra de sigilo bancário e fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.
Segundo a informação do governo, esta investigação, que será mantida, vai ser ampliada. "O presidente pediu que a polícia assuma todo o caso de maneira célere, punindo todos os que têm envolvimento direto com o caso, e que dê uma resposta rápida ao governo e ao Brasil sobre os crimes ocorridos", disse o ministro da Justiça.
Em nota divulgada ontem, o Ministério Público Federal afirmou que não vai descartar nenhuma linha de investigação e que, no devido tempo, vai denunciar todos os eventuais culpados no episódio.
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