Política

Advogados de Lula protocolam defesa sobre sítio de Atibaia

Segundo a denúncia, o ex-Presidente teria recebido, por meio dissimulado, vantagens indevidas das empresas Odebrecht e OAS.
VITOR FERNANDES
25/08/2017 16h44 - atualizado

Os advogados do ex-Presidente Lula fizeram nesta sexta-feira (25) o protocolo de resposta à acusação relativa à Ação Penal que tramita perante a 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba em que Lula é acusado da prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

  • Foto: Filipe AraújoAdvogado de Lula, Cristiano Zanin Martins.Advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins.

Segundo a denúncia, o ex-Presidente teria recebido, por meio dissimulado, vantagens indevidas das empresas Odebrecht e OAS, consistentes em reformas realizadas em um sítio situado na cidade de Atibaia (SP), que teriam sido pagas com recursos provenientes de 7 contratos firmados entre essas empreiteiras e a Petrobras, sendo 4 contratos da Odebrecht e 3 contratos da OAS.

As reformas também envolveriam, segundo a denúncia, recursos provenientes do contrato firmado entre a empresa Schahin e a Petrobras para a construção da sonda Vitória 1000.

A defesa de Lula alega que não há qualquer razão jurídica para a ação tramitar na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e que o juiz federal Sérgio Moro perdeu a imparcialidade para julgar o ex-Presidente.

Os advogados de defesa argumentam que “a Força Tarefa da Lava Jato não indicou qualquer ato da competência do Presidente da República (ato de ofício) que Lula tenha praticado ou deixado de praticar que pudesse estar relacionado com reformas realizadas em 2009 em um sítio de Atibaia e, muito menos, em 2014, quando ele não exercia qualquer cargo público”.

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