Piauí

Daniel Oliveira quer que agentes do Piauí paguem prejuízos de greve

O secretário de Justiça emitiu hoje uma certidão para que sejam tomadas providências pelo Poder Judiciário.
VITOR FERNANDES
21/09/2017 18h03 - atualizado

O secretário de Justiça do Piauí, Daniel Oliveira, se mostra inconformado com os danos que, segundo ele, estão sendo causados pela greve dos agentes penitenciários do Piauí, que começou no dia 11 de setembro deste mês.

“Vamos comunicar, na Justiça, por meio da Procuradoria Geral do Estado, o fato de o tal 'comando de greve' não estar cumprindo com a determinação judicial de permitir que as visitas entrem com sacolas nos presídios e vamos cobrar para que arquem com o gasto que teremos que fazer na recuperação da unidade", afirmou o gestor após o motim que aconteceu hoje (21), em Floriano.

  • Foto: Isabela de Meneses/ViagoraSecretário de Justiça Daniel OliveiraSecretário de Justiça Daniel Oliveira

De 10hrs às 13hrs desta quinta-feira (21),  os presos rebelaram-se na Penitenciária Regional de Floriano, conhecida como Vereda Grande. Segundo a Sejus, o motivo dessa ação teria sido a greve dos agentes, fato negado pelo presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi), Zé Roberto.

Daniel Oliveira reforçou que, “lamentavelmente, o comando de greve já está há 10 dias prejudicando muitas ações no sistema prisional, além de não cumprir na integralidade a determinação do TJ, ao boicotar a entrada de familiares com sacolas ou alimentos e pertences para os presos".

O secretário de Justiça emitiu hoje uma certidão para que sejam tomadas providências pelo Poder Judiciário, porque, segundo ele, não está sendo cumprida a decisão do desembargador Edvaldo Pereira de Moura de manter parte dos servidores em serviço.

Daniel afirmou que “alguns agentes penitenciários orientados pelo ‘comando de greve’ não estão permitindo que as visitas dos presos entrem com pertences e alimentos para os detentos em várias unidades prisionais do Estado”, provocando “graves riscos de distúrbios em presídios”.