Política

Defesa de Lula diz que tríplex está vinculado à Caixa desde 2010

As alegações finais foram apresentadas nesta terça-feira (20).
VITOR FERNANDES
20/06/2017 19h20

Uma prova foi anexada ao processo nas alegações finais da defesa dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tentativa de mostrar que a construtora OAS não detinha direitos econômicos sobre o tríplex no Guarujá desde 2010, quando, segundo os advogados, foram cedidos à Caixa Econômica Federal. As alegações finais foram apresentadas nesta terça-feira (20).

  • Foto: Filipe AraújoAdvogados de Lula apresentam um resumo das alegações finais no processo do tríplex.Advogados de Lula apresentam um resumo das alegações finais no processo do tríplex.

A defesa afirma que a OAS, proprietária do bem, registrado em cartório, não poderia fazer qualquer movimentação sem que a Caixa fosse informada, anuísse e recebesse por isso.

Os procuradores da Operação Lava Jato alegam que o ex-presidente teria recebido em 2014, de maneira “oculta”, o referido imóvel, repassado pela construtora OAS.

As alegações dos advogados de Lula informam que por meio do documento chamado “Cessão Fiduciária de Direitos Creditórios”, que, segundo eles, foi firmado pela OAS com a Caixa, a construtora cedeu integralmente os direitos econômicos do tríplex para um fundo de investimentos administrado pela banco estatal.

Os advogados Cristiano Zanin Martins e Valescka Teixeira Martins argumentam que se a OAS tivesse realmente transferido para Lula o imóvel, a título de pagamento de suposta propina, seria necessário firmar documento com a presença e anuência da Caixa Econômica Federal, que, para tanto, exigiria o pagamento do valor correspondente ao bem.

Argumentam também, que nenhuma das mais de 70 testemunhas ouvidas na ação afirmaram que Lula dormiu uma noite sequer, no apartamento em questão e não deteve as chaves do imóvel.

Na operação Lava Jato, os advogados de Lula dizem que “o MPF abusou da criação de hipóteses acusatórias na busca de resultados políticos”, com objetivo de atrapalhar ou impedir aquele que, conforme dizem, é atualmente o maior líder da oposição do país.

O processo corre na 13ª Vara Federal de Curitiba.

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