Piauí

Detentos trabalham em reforma de escolas públicas no Dirceu

Dentre os serviços feitos pelos presos estão os de limpeza, capina e pintura.
MARCOS CUNHA
31/03/2017 17h11 - atualizado

As secretarias de Justiça e de Educação do Piauí iniciaram, nesta sexta-feira (31), a execução do Projeto Trabalhar, onde presos do sistema prisional estadual trabalham na realização de serviços externos em órgãos públicos e outros setores. De acordo com a Sejus, seis detentos da Colônia Agrícola Major César já ajudam na reforma de escolas públicas do Dirceu, zona Sudeste de Teresina.

  • Foto: Divulgação/SejusDetentos trabalham em reforma de escolas públicas no DirceuDetentos trabalham em reforma de escolas públicas no Dirceu

Os detentos, que cumprem pena em regime semiaberto, foram encaminhados para ajudar na reforma das escolas públicas estaduais Maria do Carmo Reverdosa da Cruz, Professor Odylo de Brito Ramos e Júlia Nunes Alves. Dentre os serviços feitos pelos presos estão os de limpeza, capina e pintura. Durante a execução do trabalho, eles são acompanhados por agentes penitenciários e gerente da unidade prisional.

O detento Murilo Costa, um dos que participaram dos trabalhos nas escolas do Dirceu, afirma que o Projeto Trabalhar representa uma nova oportunidade de cumprir melhor a pena e se reinserir na sociedade. “Me sinto até privilegiado em poder trabalhar na limpeza dessas escolas e, assim, poder pagar minha dívida com a sociedade. Errei, mas estou cumprindo minha pena e espero poder retornar para a sociedade através do trabalho digno”, conta Murilo.

  • Foto: Divulgação/SejusDurante a execução do trabalho, os detentos são acompanhados por agentes e pelo gerente da Major CésarDurante a execução do trabalho, os detentos são acompanhados por agentes e pelo gerente da Major César

O secretário de Justiça do Estado, Daniel Oliveira, observa que o Projeto Trabalhar funciona como um elo entre o sistema penitenciário e a sociedade, de modo que, na opinião do gestor, possibilita a contemplação da ressocialização em sua plenitude.

“Esses presos estão trabalhando para a sociedade, ou seja, utilizando sua força de trabalho para ajudar a comunidade ora em reformas, como a das escolas, ora em outras atividades que, eventualmente, necessitem desse tipo de mão-de-obra, reduzindo, inclusive, custos para o Estado”, pontua Oliveira.

O gerente da Colônia Agrícola Major César, Marcelo Granjeiro, acompanhou o trabalho dos internos nas escolas do Dirceu e destaca que a ação retira os reeducandos da ociosidade. “Esse projeto representa uma chance a mais para os detentos provarem que desejam trabalhar e recomeçar suas vidas”, diz.