Polícia

Dois empresários são presos na operação Unfair Play

A operação foi deflagrada hoje (05) pela Polícia Federal e MPF.
JOSEFA GEOVANA
05/09/2017 16h54 - atualizado

Em mais uma etapa das investigações da Lava Jato, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal, começaram as buscas contra suspeitos de terem participado do esquema de compra de votos na decisão da cidade do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016.

Durante a operação denominada Unfair Play foram presos na manhã desta terça-feira (05) Arthur Soares, o Rei Arthur, ex-dono da empresa Facility e sua ex-sócia Eliane Cavalcante. Arthur Soares está sendo acusado transferir através de sua empresa a quantia de US$ 2 milhões em propina para Papa Massata Diack, filho de Lamine Diack, determinada pelo ex-governador Sérgio Cabral.

As investigações também apontaram o envolvimento do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Carlos Nuzman, suspeito de comprar votos de membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), e de facilitar as negociações.

A compra de votos já estava sendo investigada pelo Ministério Público das Finanças francês, que está agindo em conjunto com o Ministério Público Federal do Brasil. As investigações apontam que Lamine Diack membro do Comitê Olímpico Internacional e presidente da Federação Internacional de Atletismo, recebeu propina através do seu filho Papa Diack para votar a favor do Rio de Janeiro como a cidade sede.

A justiça pediu o bloqueio dos bens de Eliane Cavalcante, do empresário Arthur Soares e também de R$1 bilhão do patrimônio de Carlos Nuzman, os principais envolvidos no esquema.

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