Política

Dudu diz que "o dinheiro da saúde é mal gasto" em Teresina

O parlamentar também questionou a ausência de Silvio Mendes na prestação de contas da FMS.
GABRIEL SOARES
31/05/2017 09h52 - atualizado

O vereador Edilberto Borges de Oliveira, o Dudu (PT), criticou os gastos com a saúde na apresentação do 1º Relatório Quadrimestral de prestação de contas do Sistema Municipal da Saúde de Teresina. Ele chamou atenção também para a ausência do secretário municipal de saúde Silvio Mendes na solenidade. O evento contou com a participação do presidente da comissão de saúde da Câmara Municipal, o vereador Dr. Lázaro, vereador R. Silva e a técnica da Secretaria de Planejamento que apresentou o relatório, Sheylla Maranhão.

  • Foto: Divulgação/Câmara Municipal de TeresinaDudu indagou sobre custos com funcionários na saúde pública de Teresina.Dudu indagou sobre custos com funcionários na saúde pública de Teresina.

“De cada R$ 10 reais gastos com a saúde, quase R$ 8 reais é com despesa de pessoal. Estamos gastando quase 80%. Isso é alto. Merece uma análise técnica. O dinheiro da saúde é mal gasto e a prova está no relatório. Está faltando dinheiro para melhorar o atendimento, a atenção básica, a qualidade do HUT. Quem está dizendo isso é o relatório da Prefeitura. Depois se joga que a Prefeitura gasta 35% do orçamento, mas dessa forma aqui, quase 80% com despesa de pessoal, é alto. Isso culmina com os outros itens do relatório que foram zerados”, ressaltou Dudu.

O vereador citou também a situação das unidades de saúde no município, algumas delas paralisadas. “Vamos continuar fiscalizando e lutando por uma saúde mais digna. Temos 88 Unidades de Atenção Básica em Teresina. Menos da metade está funcionando, parte delas está paralisada. Temos duas Unidades de Pronto Atendimento. A UPA do Satélite está sem funcionar. Temos um relatório da Prefeitura/Fundação Municipal de Saúde que trata sobre isso, dando explicações, que remete que façamos essas considerações”, finalizou.

Ainda na análise do relatório, ele questionou os dados referentes à assistência farmacêutica que não receberam recursos do município entre Janeiro e Fevereiro deste ano. Dudu também chamou atenção para um possível remanejamento de verbas, onde, segundo ele, não foi feita a devida ressalva pelo atraso do envio do relatório para uma análise mais técnica com tempo hábil.