Política

Empresário Joesley Batista chama Temer de 'ladrão geral da República'

Na nota do Palácio do Planalto, Temer critica as delações premiadas de Joesley Batista e Lúcio Funaro.
VITOR FERNANDES
02/09/2017 18h04 - atualizado

O dono da JBS, Joesley Batista, chamou o presidente Michel Temer de "ladrão geral da República", em resposta à nota divulgada nessa sexta (01º) pelo Palácio do Planalto em que ele é chamado de “grampeador-geral da República”.

  • Foto: DivulgaçãoDono da JBS, Joesley Batista, e o Presidente do Brasil, Michel Temer.Dono da JBS, Joesley Batista, e o Presidente do Brasil, Michel Temer.

A nota do Palácio fala em ser um agravante o fato de Joesley ter, segundo ele, omitido o produto de suas “incursões clandestinas” do Ministério Público. “No seu gravador, vários outros grampos foram escondidos e apagados. Joesley mentiu, omitiu e continua tendo o perdão eterno do procurador-geral. Prêmio igual ou semelhante será dado a um criminoso ainda mais notório e perigoso como Lúcio Funaro?”, indagou.

A nota divulgada pela assessoria de Temer critica as delações de Joesley e do operador financeiro Lúcio Funaro e é feita uma comparação dos dois acordos de delação. O presidente fala sobre o conteúdo do áudio gravado no dia 07 de março pelo empresário em sua delação e que se tornou público em maio deste ano. Joesley revelou que o presidente sabia e deu aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB), preso na Operação Lava Jato.

O dono da JBS disse que “a delação premiada é por lei um direito que o senhor presidente da República tem por dever respeitar. Atacar seus delatores mostra no mínimo a incapacidade do senhor Michel Temer de oferecer defesa dos crimes que comete. Michel, que se tornou ladrão geral da República, envergonha todos nós, brasileiros”, afirma.