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Esquema de fraude em licitações movimenta R$ 200 milhões

Os valores do Maranhão que foram vistos na quebra de sigilo bancário, são 10 vezes maior que os do Piauí.
ISABELA DE MENESES
07/04/2017 12h05 - atualizado

A investigação que resultou na operação Escamoteamento do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Piauí (MPE-PI), já ocorre desde 2013, mas foi comprovado que as práticas ilegais ocorrem há muito tempo nos estados do Piauí, Ceará e Maranhão. Três cidades piauienses estão sendo alvo dessa etapa da operação, são elas, Cocal, Bom Princípio e Buriti dos Lopes.

Segundo o promotor do MPE-PI, Rômulo Cordão os valores do Maranhão que foram vistos na quebra de sigilo bancário, são 10 vezes maior que os do Piauí. “Eles estavam agindo aqui e praticamente na metade do nordeste, e muitas empresas são da região da serra da Ibiapaba.” relatou.

O promotor contou ainda que muitas empresas do estado do Ceará que estavam contratando com vários municípios do Piauí envolviam diferentes áreas de serviços, “Locação de mão de obra, locação de veículos e também construção civil. Pela quantidade de obras e serviços e a denuncia de uma pessoa de Cocal da política, isso passou a ser investigado.”.

  • Foto: Isabela de Meneses/ViagoraPromotor Rômulo CordãoPromotor Rômulo Cordão

Rômulo Cordão explicou que ao verificarem os endereços das empresas, muitos dos locais não existiam ou tinham espaço figurativo, “Não são empresas e quando existem são micro espaços, essas empresas receberam R$ 17 milhões, R$15 milhões, R$ 20 milhões, de entes públicos, não só de Cocal do Piauí.” contou.

Os valores que transitaram nas empresas de faixada chegaram a cerca de R$ 200 milhões no total. O MPE declarou o bloqueio e indisponibilidade de bens, além de sequestros de contas bancarias e imóveis dos envolvidos.

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