Polícia

Estelionato é o crime virtual mais comum no Piauí, afirma delegado

O delegado Daniel Pires, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática comentou sobre os casos mais comuns registrados no estado.
VITOR FERNANDES E ISABELA DE MENESES
05/08/2017 08h09 - atualizado

Crime é toda ação ou omissão proibida pela lei sob ameaça da pena. De acordo com o agente da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, Daniel Pires, os crimes virtuais mais comuns no Piauí são o estelionato e furto.

Sobre o crime de estelionato, Daniel lamenta que a Polícia Civil do Piauí não possa investigar, embora as vítimas sejam teresinenses e piauienses. Ele diz que “muitas pessoas até pela boa-fé do teresinense, caem nesse tipo de golpe, então ele é o número 1”.

  • Foto: Isabela de Meneses/ViagoraDaniel Pires da Delegacia de Crimes de InformáticaDaniel Pires da Delegacia de Crimes de Informática.

O delegado explica como ocorre o segundo crime mais comum: furtos mediante fraude. “A pessoa adentra uma conta, e começa a furtar valor monetário. Existe também a questão da extorsão, quando a pessoa criptografa os dados que você possui no teu servidor e começa cobrar através de bitcoin para que seja feito um pagamento. É como se fosse um sequestro de servidor virtual”, relatou.

Um caso relacionado a crimes virtuais denominado “estupro virtual” foi divulgado nesta sexta-feira (04), na capital do estado. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, prendeu um homem que tirou fotos íntimas de uma namorada sem seu consentimento enquanto ela estava dormindo em sua casa, após o término do namoro, ele quis divulgar nas redes sociais através de um perfil falso e passou a chantagear a vítima. O Delegado Daniel Pires também falou de um outro caso em Teresina que foi desvendado.

Ele explicou que um homem pegou fotos de uma mulher e fizeram montagem e divulgaram em um site de garotas de programa, e de posse de várias informações pessoais dela começam a divulgar isso através de grupos em redes sociais. O delegado comentou que em dois dias de divulgação dos conteúdos, foram registradas 1983 visualizações. Havia pessoas que iam na casa da vítima procurar possível serviço. O criminoso está respondendo ao processo e a vítima teve que ir embora para o sul do país.

O delegado Daniel Pires conclui, em relação a esses crimes de informática, dizendo que acredita que vários outros casos onde a vítima se sente “duplamente vitimada”. “Primeiro, ser vítima desse tipo de crime hediondo, e segundo, de expor o crime em que foi vítima e acreditar que não vai ter solução. Então, a gente solicita que as pessoas que sejam vítimas desse tipo de crime procurem a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, onde existem pessoas comprometidas com o trabalho, por meio do número institucional 994506838”. 

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