Piauí

Flora Izabel e Sintepi são contra privatização da Chesf e Eletrobras

Além da deputada ser contra, o economista da própria Eletrobras, Antônio Pereira, ressaltou que com a privatização os reajustes na tarifa de energia serão contínuos.
ISABELA DE MENESES
02/10/2017 08h24 - atualizado

A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) discutiu em audiência pública, na quinta-feira (28), a privatização da Eletrobras Distribuição Piauí e da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). A deputada Flora Izabel (PT) foi responsável pela solicitação do debate e se posicionou contra a iniciativa de privatização dos órgãos.

“Existe uma preocupação muito grande porque onde houve privatização houve aumento do preço da energia e o fim da tarifa social. O próprio agronegócio, setor agrícola, é prejudicado e há demissões de trabalhadores. Então é nesse sentido que nós somos contra e trouxemos o debate aqui para a Assembleia para que a Casa possa acompanhar esse processo”, explicou Flora Izabel.

  • Foto: Ascom/AlepiDeputada Estadual Flora Izabel (PT)Deputada Estadual Flora Izabel (PT)

Além da deputada ser contra, o economista da própria Eletrobras, Antônio Pereira, ressaltou que com a privatização os reajustes na tarifa de energia serão contínuos.

“Nos últimos 8 anos, o reajuste foi de 44%, ou seja. A partir de hoje, já antecipando a privatização, o aumento é de 27% anunciado pelo Governo. E isso é só o começo. Se privatizar a Eletrobras e a Chesf nós teremos quatro reajustes de tarifas em 12 meses. Tem esse de 27%, que já está previsto uma flexibilização dos contratos das distribuidoras para o novo controlador poder fazer uma nova revisão tarifária em 2018. E não para por aí”, ressaltou Antônio.

José Paulo Sampaio, presidente do Sindicato dos Urbanitários, também é contra a privatização e defende a criação de uma frente parlamentar em defesa das estatais. “Nós esperamos fazer um amplo debate com os parlamentares e sociedade em defesa do setor elétrico nacional, da Cepisa aqui no Piauí e da Chesf em nível de Nordeste, para que assim a gente possa criar uma frente parlamentar para fazer a defesa das empresas públicas”.