Piauí

Greve dos profissionais da saúde completa 38 dias em Teresina

Diversas categorias da saúde pedem o retorno de benefícios e gratificações que foram retirados pela Fundação Municipal de Saúde.
GABRIEL SOARES
17/04/2017 12h22 - atualizado

A greve na saúde de Teresina completa 38 dias. A paralisação começou após o secretário da Fundação Municipal de Saúde, Silvio Mendes, retirar a insalubridade da folha de pagamento dos funcionários da área.

De acordo com Sinésio Soares, presidente do Sindicado de Servidores Públicos Municipais de Teresina (SINDSERM), haverá uma reunião geral entre todos os setores públicos e o governo municipal, onde serão negociadas as pautas de reinvindicação dos grevistas, no dia 24 de abril. 

  • Foto: Divulgação/SindsermServidores decidem deglagrar greve em TeresinaServidores decidem deglagrar greve em Teresina

Sinésio afirmou que a paralisação continua porque há vários setores da saúde com suas demandas. “A greve vigora porque ela têm reivindicações em vários setores que foram atingidos. Não é uma quantidade grande em cada setor, mas somando todos dá algo em torno de 300 pessoas”, declarou. 

Ele também comentou que a greve é atípica porque ao reunir trabalhadores de diversos âmbitos, muitos entram e saem do movimento conforme seus objetivos são atendidos. “Os setores aderem e saem da greve à medida em que se manifestam e a gestão devolve o que a gestão tirou dos contracheque. É o que têm acontecido”, relatou Sinésio. 

No dia 20 de março, os servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) aderiram ao movimento grevista. No dia 08 de abril,  o desembargador Hilo de Almeida Sousa, decretou a ilegalidade da greve, através de decisão liminar.