Política

Heráclito Fortes escapa da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal

Atualmente o processo está sob responsabilidade no ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, mas deve ser redistribuído.
RAYANE TRAJANO
08/08/2017 11h57 - atualizado

O inquérito contra o deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI), no Supremo Tribunal Federal (STF), pode ser redistribuído para um novo relator. Quem vai decidir é a presidente, ministra Cármen Lúcia. Com a mudança, o caso não será mais parte da Operação Lava Jato. 

Após cumprimento de parte das diligências pela Polícia Federal, o procurador-geral da República Rodrigo Janot, autor do pedido de inquérito, opinou pela redistribuição do caso. Atualmente o processo está sob responsabilidade no ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF.

  • Foto: Facebook/Heráclito FortesDeputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)

Em decisão no dia 01 de agosto, o ministro Fachin repassou a deliberação “à consideração da eminente Presidente deste Supremo Tribunal Federal, Min. Cármen Lúcia, competindo ao novo relator o exame das questões pendentes”.

Entenda o caso

O inquérito foi aberto após delações de Cláudio Melo Filho e José de Carvalho Filho, relatando o pagamento de “vantagem não contabilizada” para a campanha eleitoral de Heráclito Fortes ao Senado Federal, no ano de 2010.

Segundo eles, foram repassados R$ 200 mil, através de pagamento implementado pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, o deputado foi beneficiário e identificado com o codinome “Boca Mole”.

Em abril deste ano foram iniciadas as diligências da Polícia Federal, em cumprimento à petição do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.