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Lápide centenária é encontrada embaixo de igreja em Esperantina

Pedra foi colocada em homenagem a uma criança de 10 anos de idade, que morreu em 1871.
MARCOS CUNHA
27/03/2017 17h05 - atualizado

Durante uma reforma na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Esperança, em Esperantina, os pedreiros conseguiram encontrar uma lápide de 145 anos enterrada sob o piso do local. A pedra data do ano de 1871, e foi colocada em homenagem a uma criança de 10 anos idade que morreu na época.

A pedra, que foi encontrada já quebrada em algumas partes, estava na parte interior da igreja, em frente à entrada da sacristia. Por conta da deterioração, ainda não foi possível identificar o sexo da criança, sendo identificada como Gonçalo(a) Moreira de Sampaio, nascida em junho de 1862.

  • Foto: DivulgaçãoLápide foi encontrada sob o piso da igreja, em frente à entrada da sacristia.Lápide está quebrada mas ainda é possível ler um português antigo

Na lápide, ainda estão gravados os dizeres em um português arcaico: SEO CUNHADO E PADRINHO JOAQUIM JOSÉ SAMPAIO E SUA IRMÃ MADRINHA D. EVARINTA ROSA DE SAMPAIO COMO LEMTIVO A MAIS PUNGENTE SAUDADE LHE CONSAGRAO ESTA LAPIDA.

Em entrevista,  o padre Evandro Alves, responsável pela paróquia, contou que antigamente era comum o sepultamento de fiéis na igreja, principalmente quem construiu o local ou seus familiares. 

“Antigamente, não foi tanto a Igreja que construiu essas igrejas antigas, muitas delas foram feitas por uma certa pessoa, ou uma certa família, e aí depois eles se achavam no direito de sepultarem lá”, contou o padre.

  • Foto: DivulgaçãoLápide foi encontrada sob o piso da igreja, em frente à entrada da sacristia.Lápide foi encontrada sob o piso da igreja, em frente à entrada da sacristia

Ainda de acordo com o padre, há a suspeita de outras lápides espalhadas pelo local. A pedra encontrada será removida e remontada, para ficar com material histórico da igreja.

O padre Evandro Alves criticou o responsável por cobrir a homenagem na época. “Na época que fizeram esse piso, as pessoas infelizmente não respeitaram a memória das outras que foram, supostamente, sepultadas lá. Se fosse minha família, eu não gostaria que tivessem feito isso”, finalizou.