Política

Loures pede que não tenha a cabeça raspada se for para presídio

Advogados pediram ao ministro Edson Fachin que ex-deputado passe antes por audiência de custódia.
MARCOS CUNHA
06/06/2017 14h57 - atualizado

Nesta terça-feira (06), a defesa do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures pediu ao ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o acusado passe por audiência de custódia antes de ser transferido para um presídio. Loures era assessor do presidente Michel Temer. Os advogados pediram ainda que o ex-deputado não tenha a cabeça raspada caso seja transferido.

No texto do pedido, a defesa fez referência ao empresário Eike Batista que teve a cabeça raspada ao ser transferido em janeiro para um presídio, no Rio de Janeiro.

O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi preso pela Polícia Federal após ter sido filmado transportando uma mala com R$ 500 mil, que segundo delatores da JBS era propina. Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, com previsão de transferência nesta quarta-feira (7) para o presídio da Papuda, também na capital federal.

  • Foto: Reprodução/GloboNewsDeputado Federal Rocha Loures (PMDB-PR)Deputado Federal Rocha Loures (PMDB-PR)

"A despeito do entendimento dessa Corte Suprema, inclusive de vossa excelência, ainda não houve a necessária e indispensável audiência de custódia, o que espera seja realizado o mais breve possível, antes de eventual e desnecessária transferência especialmente que não lhe seja imposto tratamento desumano e cruel, respeitando e assegurando a sua integridade física, especialmente não se lhe raspe o cabelo", diz o texto do pedido.

A defesa afirma que Loures não quer passar por "tratamento desumano e cruel" e pede que o Supremo assegure "com urgência" que ele não seja submetido ao mesmo que passou o empresário Eike Batista.

Ainda nesta terça (06), o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, rejeitou um pedido de liberdade de Rodrigo Rocha Loures, mantendo assim a prisão preventiva. Na decisão, o ministro lembrou que, segundo o entendimento do STF, não cabe apresentar tal tipo de ação para derrubar a decisão de outro ministro da Corte.