Política

Lula e Cunha não serão investigados por Moro em relação à Odebrecht

A mudança de competência é em relação à quatro investigações relacionadas às delações premiadas dos executivos da construtora Odebrecht
VITOR FERNANDES
20/06/2017 15h46 - atualizado

Quatro investigações relacionadas às delações premiadas dos executivos da construtora Odebrecht que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-deputado Eduardo Cunha foram tiradas da competência do juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba. O pedido de recursos das defesas do ex-presidente e do ex-parlamentar foi aceito pelo ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

  • Foto: Divulgação/Site LulaSérgio Moro não continuará investigando Lula e Cunha em quatro processos relacionados à Odebrecht.Sérgio Moro não continuará investigando Lula e Cunha em quatro processos relacionados à Odebrecht.

Os trechos das delações que mencionam Lula e Cunha havia sido remetidos para Moro por Fachin, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A alegação das defesas foi de que os quatro episódios citados pelos delatores da empreiteira envolvendo os dois não têm relação com as irregularidades cometidas na Petrobras.

Lula havia supostamente favorecido a construtora em Angola, segundo mencionado pelos executivos e ex-dirigentes da Odebrecht. Um dos irmãos de Lula, segundo os delatores, teria recebido pagamento de mesada. Também foram denunciadas supostas irregularidades na construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira (RO).

Eduardo Cunha teria contratado, segundo os delatores da Odebrecht, a empresa Kroll para tentar barrar as investigações da Lava Jato.

Fachin decidiu mandar as suspeitas sobre pagamento de mesada ao irmão de Lula para a Justiça Federal de São Paulo e despachou os relatos sobre o Rio Madeira e Angola para a Justiça Federal do Distrito Federal. As citações de Cunha também ficarão na Justiça Federal de Brasília.