Piauí

MP aponta irregularidades em escolas municipais de Batalha

Para o promotor Charles Almeida, um dos aspectos que mais chamou atenção e que influencia negativamente no processo de aprendizagem dos alunos, é a ausência de itens básicos em várias escolas.
ISABELA DE MENESES
11/08/2017 12h00 - atualizado

O Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual do Piauí (MP-PI), junto com o Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação e Cidadania (Caodec), instalaram, nessa quinta-feira (10), o projeto Ministério Público pela Educação (MPEduc) no município de Batalha, a 164 km de Teresina. O objetivo é melhorar a educação básica da cidade solucionando irregularidades constatadas.

Uma equipe formada pelo procurador da República, Dr. Kelson Lages, a promotora de Justiça e coordenadora do Caodec, Flávia Gomes Cordeiro, o promotor de Justiça da Comarca de Batalha, Charles Almeida, e sua equipe de apoio, realizou vistoria em quatro escolas de Batalha, duas da zona rural e duas da zona urbana.

  • Foto: Ascom/MP-PIMinistério Público vistoria escolas de BatalhaMinistério Público vistoria escolas de Batalha

De acordo com o promotor Charles Almeida, um dos aspectos que mais chamou atenção e que influencia negativamente no processo de aprendizagem dos alunos, é a ausência de itens básicos em várias escolas. Também citou problemas sanitários, de infiltração, falta de merenda escolar adequada às idades das crianças, entre outros.

“Vamos focar na solução desses problemas. Já verificamos que o município ainda não tem um Conselho de Educação formalizado, nas escolas há necessidade de reformas urgentes”, disse o promotor.

Já sobre o efetivo de professores, Charles Almeida comentou que é necessária melhor distribuição. “Em relação à lotação irregular de professores, sabemos que Batalha tem um número suficiente de professores para abastecer todas as escolas da zona urbana e zona rural, o que está faltando é redistribuir os professores que estão em número excedente na zona urbana para as escolas da zona rural”.