Piauí

MP apura carência de médicos no Hospital Getúlio Vargas

Foi comunicado o bloqueio e o fechamento da UTI 1 do HGV, por tempo indeterminado, em razão da falta de médicos para completar a escala de intensivistas da unidade.
VITOR FERNANDES
03/10/2017 18h36 - atualizado

A Promotora de Justiça Karla Daniela Furtado Maia Carvalho instaurou no dia 29 de setembro de 2017 Procedimento Preparatório a fim de averiguar o problema da carência de médicos intensivistas no Hospital Getúlio Vargas em Teresina, e vai tomar ao final, caso necessárias, as medidas judiciais cabíveis.

Para tomar a medida, a Promotora considerou a ciência do teor do Memorando Nº 21/2017, expedido pela Coordenação Médica das UTI’s à Diretoria Geral do Hospital Getúlio Vargas, comunicando o bloqueio e o posterior fechamento da UTI 1 do HGV, por tempo indeterminado, em razão da falta de médicos para completar a escala de intensivistas da unidade.

  • Foto: Street ViewHospital Getúlio VargasHospital Getúlio Vargas

Para a representante do Ministério Público, o fechamento de uma unidade de UTI implica a diminuição da rotatividade das filas que aguardam a realização de procedimentos cirúrgicos complexos, bem como redução da oferta de assistência aos pacientes que necessitam de monitorização constante dos seus sinais vitais, do estado hemodinâmico e da função respiratória.

Estava marcada para hoje pela manhã (03) uma audiência extrajudicial na sala de reuniões do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (CAODS), com notificação do Superintendente de Saúde do Piauí, da Diretora Geral do Hospital Getúlio Vargas e do Coordenador Médico das UTI´s do HGV.