Polícia

MP-PI divulga nomes de presos acusados de desviar R$ 81 milhões

A polícia está cumprindo 11 mandados de prisão temporária, 03  de prisão preventiva, 15 sequestros e remoção de bens, além de mandados de busca e apreensão.
ISABELA DE MENESES
02/08/2017 09h12 - atualizado

O Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI) divulgou os nomes dos irmãos envolvidos no esquema de fraudes alvo da Operação Fantasma, deflagrada pelo Grupo Interinstitucional de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária (Grincot), nesta quarta-feira (02).

Entre os alvos da operação estão os irmãos Mirtdams Júnior, apontado como o chefe da organização, Willams e João Canuto Neto, que segundo o MP eram parceiros de empresários interessados nas fraudes ou utilizavam empresas “fantasmas”, para usar em suas empresas reais.

Também foram revelados os nomes de mais quatro envolvidos: Gilmária, Sandra, Seodato e Jailton, que serviam de “laranjas”, que segundo o MP são pessoas simples que precisavam de dinheiro e atuavam para os irmãos como empregados “fixos”, junto com outras pessoas.

  • Foto: Polícia CivilOperação Fantasma prende três irmãos envolvidos em fraudes fiscaisOperação Fantasma prende três irmãos envolvidos em fraudes fiscais

A polícia está cumprindo 11 mandados de prisão temporária, 03  de prisão preventiva, 15 sequestros e remoção de bens, além de mandados de busca e apreensão, determinados pelo Exmo. Sr. Juiz da 10ª Vara Criminal de Teresina.

Até às 7h da manhã, oito pessoas já haviam sido presas, mas ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão.

Os mandados de prisão e sequestro de bens foram solicitados ao Judiciário pelas instituições que compõem o Grincot em razão da suspeita de que os alvos praticaram fraudes fiscais e tributárias, que causaram prejuízos a arrecadação do estado, em mais de R$ 81 milhões.

Entenda o esquema

Os alvos da Operação Fantasma são responsáveis pela gestão de várias empresas fantasmas, que foram criadas para destinar notas fiscais ideologicamente falsas, de modo que as dívidas tributárias não recaíssem sobre os reais compradores, mas sim, sobre empresas destinatárias fictícias, cujos “proprietários” não possuíam recursos.

Entre as empresas usadas nas fraudes, constam 03 dentre as dez maiores devedoras do fisco estadual. Os irmãos Mirtdams Júnior, Willams e João Canuto Neto buscavam empresários interessados nas fraudes.

Os “laranjas” eram geralmente pessoas simples, que estavam precisando de dinheiro, além disso, também contavam com um rol de empregados “fixos”, dentre eles Gilmária, Sandra, Deodato e Jailton.

A função dessas pessoas era conseguir documentos (RG, CPF) de populares, principalmente oferecendo dinheiro, entre R$ 500,00 e R$ 1.000,00, para que cedessem seus documentos, para serem usados na abertura de empresas “fantasmas”.

O suposto líder do grupo, Mirtdams, usava, como real proprietário, diversos veículos de luxo que não estavam em seu nome, mas em nome da tia e cunhada. Os envolvidos já possuíam seis processos criminais e três inquéritos, referentes a crimes praticados semelhantes ao de fraude.

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