Política

Paes Landim mantinha relação com a Odebrecht desde a década de 1980

O ex-diretor de relações institucionais da apontou que o deputado chegou a ir diretamente em seu gabinete pedir doação.
MARCOS CUNHA
18/04/2017 19h03 - atualizado

Durante delação premiada da Operação Lava Jato, o ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo, apontou que o deputado federal Paes Landim (PTB-PI) já mantinha relações com a empresa desde a década de 80. O parlamentar piauiense chegou a receber da empresa o valor de R$ 180 mil em doações para financiar suas campanhas eleitorais de 2010 e 2014.

“É uma pessoa que tem relações com a empresa desde a década de 80. Chegou até a conversar comigo que gostaria de publicar um livro sobre a história do doutor Norberto [fundador da Odebrecht]. Ele gostava tanto da forma como a Odebrecht trabalhava, que uma vez ele chegou a perguntar se a empresa não tinha interesse em participar do aeroporto de Parnaíba, da obra que ia ser lá, mas era uma coisa muito pequena para a participação da Odebrecht, então eu agradeci ao deputado, e disse que a gente não ia nem olhar”, relatou Cláudio.

Questionado sobre o local onde ocorreu o pedido de doação, Cláudio Melo informou que o próprio deputado teria solicitado o dinheiro na empresa. “Eu acho que ele foi ao meu escritório, certamente no primeiro semestre de 2010, porque a gente sempre é procurado no período que precede as eleições”, repassou em delação.

Confira trecho do depoimento:

José Francisco Paes Landim, atualmente filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro, está em seu oitavo mandato como deputado federal pelo Piauí, sendo eleito pela primeira vez no ano de 1986.