Piauí

Polícia Civil diz que caso de latrocínio foi cometido por quadrilha

O grupo foi responsável pelo crime que vitimou fatalmente o comerciante Valdemir Neto. O crime aconteceu na segunda-feira (19).
MARCOS CUNHA
21/06/2017 14h51 - atualizado

No início da tarde de hoje (21), a Polícia Civil do Piauí, através da Delegacia de Homicídios, apresentou a quadrilha responsável pela morte do comerciante Valdemir Neto, durante um assalto a um mercantil no Bairro São Cristóvão, na zona Leste de Teresina.

Ao todo, cinco pessoas são suspeitas de participarem do latrocínio, por atuação direta ou indireta. Inicialmente, foi divulgado que apenas duas pessoas foram presas por envolvimento no crime.

O suspeito identificado como Guilherme Silva da Costa é apontado com o autor dos disparos que atingiu a cabeça de Valdemir. Ele estava acompanhado de mais um amigo, sendo que cada pilotava uma motocicleta. A arma utilizada no crime teria sido emprestada por Juarez dos Santos, que trabalha como segurança.

  • Foto: DivulgaçãoGuilherme e Yago, suspeitos de participação direta no latrocínioGuilherme e Yago, suspeitos de participação direta no latrocínio

Outros dois adolescentes de 17 anos também foram apreendidos pela equipe da Delegacia de Homicídios. De acordo com informações repassadas pelo delegado Francisco ‘Baretta’, eles teriam ajudado a esconder as motocicletas usadas no latrocínio.

O delegado Higgo Martins, que estava à frente do caso, informou que mesmo que o crime tenha acontecido há dois dias, os suspeitos devem ser autuados dentro do período de flagrante continuado. Levantamentos prévios apontaram que os envolvidos oficialmente não têm antecedentes criminais, mas que a própria família contesta a informação.

“Familiares informaram que eles praticavam bastante roubos, inclusive as próprias mães haviam abandonado já eles, por conta dos roubos, muito mesmo. Eles não respondem processos criminais, são considerados réus primários, mas isso não implica dizer que eles não cometiam crimes”, ressaltou o delegado Higgo.

Todos os envolvidos permanecem na Delegacia de Homicídios para os devidos depoimentos e procedimentos legais. Durante a apresentação dos presos, a Polícia Civil pediu que a Justiça seja mais severa diante dos casos.