Polícia

Presos na Operação Escamoteamento têm quartos especiais em Teresina

A informação foi publicada neste domingo (24) pelo site de notícias UOL. Os presos na Operação Escamoteamento são acusados de fraudes em licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
VITOR FERNANDES
24/09/2017 18h00 - atualizado

O site de notícias UOL divulgou neste domingo (24) que há quartos individuais na área do ginásio de esportes da Casa de Custódia em Teresina, e entre os ocupantes desses quartos estão presos da Operação Escamoteamento, deflagrada em abril deste ano. A matéria foi feita com base em denúncia do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi).

  • Foto: UOL NotíciasPresos têm quartos individuais em cadeia superlotada em Teresina.Presos têm quartos individuais em cadeia superlotada em Teresina.

"O ginásio poliesportivo, que deveria ser usado para atividades físicas, virou um verdadeiro pavilhão. O que nos chama a atenção é que em torno desse espaço existem verdadeiros apartamentos para uso de determinados presos. Tem alguns individuais e outros com dois ou três presos", denuncia o diretor jurídico do Sinpoljuspi, Vilobaldo Carvalho.

Os quartos ficam junto à quadra, que também é ocupada por presos. Conforme as denúncias, no espaço coletivo há colchões, ventiladores, freezer, fogão e até uma área reservada para lazer, com cadeiras e televisão.

"Não é apenas um quarto. São suítes, com banheiro, cama, ventilador, televisão. São presos abastados, que foram presos em operações de desvio de dinheiro público e estão com privilégio em um espaço maior, ventilado e ainda com suítes individuais enquanto estão à disposição da Justiça", denuncia o vice-presidente do Sinpoljuspi, Kleiton Holanda.

Operação Escamoteamento

O objetivo da Operação era cumprir mandados de prisão e condução coercitiva de donos de empresas atuantes no norte do estado do Piauí e empresas do Ceará que atuam nas cidades de Cocal, Buriti dos Lopes e outras.

De acordo com as investigações que desencadearam a operação, as empresas fechavam contratos para realização de serviços, obras de construção com valores exorbitantes, sem a devida prestação do serviço para os quais foram contratadas.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e a 1ª Promotoria de Justiça de Cocal, órgãos do Ministério Público do Estado do Piauí, apresentaram no mês de julho, quatro denúncias em desfavor dos 13 presos preventivos ligados à Administração Pública do município.

O Ministério Público requereu a manutenção da prisão preventiva de todos eles e a consequente condenação pela prática dos crimes de fraude à licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro.