Política

PSDB decide permanecer na base aliada do Governo Temer

Há uma ala, especialmente entre os parlamentares mais jovens da legenda, que pressiona pela saída do governo.
GABRIEL SOARES
13/06/2017 10h18 - atualizado

Os senadores do PSDB José Serra e Tasso Jereissati anunciaram na noite desta segunda-feira (12) a permanência da aliança com o governo Michel Temer. A decisão foi tomada durante reunião da comissão executiva do partido em Brasília. Segundo os tucanos que compareceram à reunião, foi debatida um possível adiantamento das eleições internas do partido. No fim do ano, Aécio Neves foi eleito presidente, mas está de licença devido a delações premiadas.

  • Foto: Divulgação/PTTemer e AécioTemer e Aécio

De acordo com o portal G1, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que era contra a recondução de Aécio, foi um dos tucanos que defenderam a antecipação do pleito interno. “Falou-se em antecipar as eleições e provavelmente será antecipada. Lembramos que o Tasso Jereissati está na presidência interina”, afirmou José Serra.

Diante da crise política, o PSDB sofreu uma divisão interna. Há uma ala, especialmente entre os parlamentares mais jovens da legenda, que pressiona pela saída do governo.

A discussão sobre eventual desembarque vem sendo ensaiada há várias semanas, mas acabou adiada devido às pressões internas de tucanos contrários. A reunião da cúpula do PSDB, prevista para a semana passada, chegou a ser postergada a fim de se esperar o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última sexta-feira, no qual a chapa Dilma-Temer foi absolvida das acusações de irregularidades na campanha eleitoral de 2014.

Porém, os membros da sigla contrários a esse apoio criticam a ação dos colegas. O relator da reforma trabalhista no Senado, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), defendia que o partido entregasse os cargos no Executivo. Ele considera a acusação contra Temer “devastadora”. “Todo tempo do governo será dedicado à sua defesa [...] Os fatos indicam que o partido [PSDB] deve entregar os cargos para que a gente possa lutar pelas reformas”, disse.

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