Política

Repasse da Odebrecht para Firmino Filho será investigado no TRE-PI

O desembargador do TRF 1 declinou a competência do caso à Justiça Eleitoral. O prefeito é acusado de ter recebido R$ 500 mil da Odrebrecht.
RAYANE TRAJANO
28/09/2017 15h10 - atualizado

O desembargador Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, decidiu enviar o processo contra o prefeito Firmino Filho sobre caixa 2 com a Odebrecht para o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI). O despacho foi assinado em 26 de julho deste ano e já chegou ao TRE-PI.

  • Foto: ViagoraPrefeito Firmino Filho (PSDB)Prefeito Firmino Filho (PSDB)

“O próprio Ministério Público Federal fez o pedido do declínio da competência, esclarecendo que na investigação não ficou demostrando nenhum indício de que houvesse qualquer crime que não fosse de matéria eleitoral, portanto a competência seria só do Tribunal Regional Eleitoral. O desembargador apenas acolheu esse pedido”, explicou o advogado do prefeito, Lucas Villa.

Entenda o caso

O ex-diretor da Odebrecht Ambiental, Alexandre José Lopes Barradas, relatou em sua delação como ocorreu o acordo para doação, via caixa 2, para a campanha de Firmino Filho em 2012. De acordo com o executivo, Firmino pediu a “ajuda” pessoalmente, mas o valor só foi acordado com uma terceira pessoa, que seria primo do prefeito, de nome Alberto.

A versão sobre a negociação com o prefeito foi confirmado por José de Carvalho Filho, ex-diretor da Odebrecht. Firmino teria recebido R$ 500 mil, de acordo com os delatores. Nos documentos entregue ao MPF, o prefeito era identificado como “Fifi”.

  • Foto: Samantha CavalcaListaLista

Em maio deste ano, os autos do processo foram encaminhados ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, porque o prefeito não possui foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF).

Sempre que questionado, o prefeito Firmino Filho nega as acusações, afirmando que todas as doações recebidas da Odebrecht foram através da direção do PSDB e declaradas nas contas de campanha.

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