Polícia

Sejus deflagra Operação Habitar na Penitenciária Mista de Parnaíba

A operação é coordenada pela Sejus com apoio da Polícia Militar.
GABRIEL SOARES
24/09/2017 10h17 - atualizado

A Penitenciária Mista de Parnaíba recebeu a partir das 6h deste domingo (24), a quarta etapa da Operação Habitar. A execução dessa etapa da operação foi motivada pela ocorrência de um tumulto dos detentos, que buscavam a garantia da obediência integral do seu direito de receber visitas.

  • Foto: Divulgação/Secretaria de Estado de JustiçaSejus dá início a quarta fase da Operação Habitar na manhã deste domingo (24).Sejus dá início a quarta fase da Operação Habitar na manhã deste domingo (24).

A nova fase da Habitar foi requisitada pelo secretário de Justiça, Daniel Oliveira, que pediu apoio para o Comando Geral do Polícia Militar, para evitar motins e outros distúrbios causados por internos na unidade prisional, semelhantes ao que ocorreu na semana em Floriano, onde o comando de greve não permitiu a entrada das visitantes na Penitenciaria Vereda Grande, com suas sacolas aos visitados.

  • Foto: Divulgação/Secretaria de Estado de JustiçaSejus dá início a quarta fase da Operação Habitar na manhã deste domingo (24).O obejtivo da ação é garantir as visitas na penitenciária.

Deflagrada em 15 de setembro, a Operação Habitar é coordenada pela Sejus com apoio da Polícia Militar, tem como objetivo a garantia de visitas na unidade prisional e permitir que os internos possam receber as sacolas com material autorizados por lei a entrar na unidade que são trazidas pelos familiares dos presos aos seus visitados

Decisão Judicial

O Tribunal de Justiça determinou, em 14 de setembro, a volta do atendimento regular nos presídios. Porém, os agentes penitenciários não cumpriram a ordem judicial.

Assim, na última quinta-feira (21), Daniel Oliveira, comunicou ao Poder Judiciário acerca do não cumprimento da determinação do TJ e solicitou ao Comando Geral da PM que enviasse forças de segurança pública para vários presídios no Piauí.

O secretário de Justiça também alegou que "o Comando de Greve buscar, a todo momento, tumultuar ou mesmo boicotar o direito de visita dos familiares aos seus presos hora visitados".