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Setor Informal faz desemprego recuar no mês de Julho, diz IBGE

Porém, o índice é maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
GABRIEL SOARES
31/08/2017 11h56 - atualizado

O desemprego no Brasil no trimestre encerrado em julho atingiu 13,3 milhões de brasileiros, o que corresponde a 12,8% da população econômicamente ativa. No trimestre encerrado em abril, esse índice era de 13,6%, o que significa uma queda de 0,8%. Os dados são da PNAD contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Assim, 1,4 milhões de pessoas saíram da fila do desemprego, e o número de empregados subiu para 90,7 milhões de pessoas.

O setor informal gerou a maior parte das ofertas de emprego, onde os empregados sem carteira assinada (mais 468 mil pessoas) e os trabalhadores por conta própria (mais 351 mil pessoas) tiveram o maior crescimento. O número de profissionais com carteira assinada se manteve estável com 33,3 milhões, em relação ao trimestre encerrado em abril.

  • Foto: Pedro Ventura/Agência BrasíliaDesemprego atinge 13% dos brasileirosDesemprego atinge 13% dos brasileiros

O levantamento feito pelo IBGE também demonstrou que a massa de rendimento recebida por toda a população empregada subiu 1,3%, passando de R$ 183,6 bilhões para R$ 186,1 bilhões.

Porém, em comparação com o mesmo trimestre em 2016 houve um aumento de 1,2%. O índice no período era de 11,6%. O número de pessoas contratadas com carteira assinada caiu de 34,3 milhões para 33,3 milhões de pessoas, resultando em uma queda de 2,9%, em relação ao trimestre encerrado em julho de 2016.

  • Foto: Divulgação/Agência BrasilSetor Informal contribuiu para queda no desemprego.Setor Informal contribuiu para queda no desemprego.

A informalidade também se destacou em relação ao mesmo período no ano anterior. Para o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, o aumento de 15,2% no número de pessoas trabalhando com alimentação é um dos indícios dessa tendência.

“Em um ano, o grupamento alojamento e alimentação teve um aumento de 683 mil pessoas. Esse acréscimo foi, mais especificamente, relacionado à alimentação. Esse é um grupamento voltado, principalmente, às pessoas que, para fugir da desocupação, estão fazendo comida em casa e vendendo na rua”, explica.