Piauí

Sindespi diz que reajuste do Plamta é aumento excessivo

O Sindicato alega que alterações no plano não acompanham o salários de servidores.
GABRIEL SOARES
28/09/2017 11h22 - atualizado

A Comissão Gestora Interina do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos da Saúde (Sindespi) criticou o aumento do valor cobrado pelo Plano Médico de Assistência e Tratamento (Plamta), pelo Governo do Piauí. O reajuste foi considerado pelo Sindespi como um "aumento excessivo".

O Plamta registrou um reajuste de 8,5% no valor a ser descontado nos contracheques de servidores estaduais.  A diretora interina do SINDESPI, Dorinha Vieira, relata que os reajuste não acompanham a realidade dos salários de funcionários estaduais. Assim, essa fica muito pesada para servidores.

"Servidores que têm o salário base de R$ 1.226,00, que seria o ordenado mais os benefícios. Eles se aposentando hoje, perderiam vale, hora extra e outros acréscimos, mas continuariam tendo o desconto do IAPEP, PLAMTA e empréstimos; assim, teriam de sobreviver com cerca de R$ 500 por mês", disse. 

Porém, apesar dos grandes aumentos no valor a ser descontado no contracheque, a categoria não percebe melhorias no serviço oferecido. “Vimos que clínicas já chegaram a suspender o atendimento por falta de repasses. Acaba que o Estado cobra, e cobra um preço cada vez mais alto, mas não traz melhorias para os beneficiários”, observou a diretora interina.

O Valor do plano já aumentou outras duas vezes nesta gestão do Governador Wellington Dias, sendo 13.57% em 2016 e 13.6% em 2015. O aumento acumulado total pelo plano foi de 35.67%.

Administrado pelo Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Piauí (IASPI), o Plamta atende atualmente 204.303 beneficiários, sendo 66.879 titulares e 137.426 dependentes.

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