Piauí

Sintetro anuncia paralisações diárias no transporte coletivo

A violência nos ônibus é um dos principais motivos para a realização do movimento.
GABRIEL SOARES
22/09/2017 11h47 - atualizado

Trabalhadores do transporte coletivo realizarão o movimento "Outubro de Luta", onde serão realizadas paralisações diárias durante o próximo mês. A classe reivindica não só melhores condições de trabalho, mas também contra a falta de segurança no transporte coletivo de Teresina.

Em entrevista ao Viagora, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Empresas de Transportes Rodoviários Piauí (Sintetro), Fernando Feijão, informou que será feito um conjunto de movimentações pontuais, semelhantes às paralisações nacionais, onde o serviço fica suspenso por um intervalo de tempo.“Não será uma greve, mas um outubro de movimentos contra a violência no transporte público de Teresina”, afirmou. 

  • Foto: Divulgação/Prefeitura de TeresinaÔnibus terão paralisações no mês de outubro.Ônibus terão paralisações no mês de outubro.

Segundo ele, o movimento conta com adesão de 100% dos trabalhadores. O calendário das paralisações não foi feito, mas está sendo definindo. As paralisações começam no dia 02 de outubro. O sindicalista também informou que os protestos serão diários “Não podemos afrouxar, porque se afrouxar aí não temos resultado”, pontuou Fernando Feijão.

O sindicalista também relatou que a segurança no transporte público é um dos princiapis pontos. O sindicato reivindica a redução dos assaltos e a implantação do botão do pânico nos ônibus, bem como o fim da responsabilidade do cobrador pelos valores subtraídos em assaltos.

Terminais de Integração e direitos trabalhistas

Outras reinvindicações alheias à segurança, são em relação a estrutura dos terminais de integração da capital. “Queremos que nos terminais de integração hajam banheiros para os usuários, que não foram contemplados, só os trabalhadores; e lanchonetes para que os usuários possam se alimentar”, esclareceu o Presidente do Sintetro.

Ainda segundo Fernando Feijão, o movimento também cobra o pagamento das férias dos trabalhadores, que vem atrasando sistemática sistematicamente. Outro ponto reivindicado será em relação ao atraso das fardas. “As empresas exigem que o funcionário trabalhe com a fardado e atrasa as fardas. Assim, profissionais trabalham com fardas rasgadas”, relatou.

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