Piauí

Superlotação em presídios do Piauí preocupa secretário de justiça

O Piauí precisa de, pelo menos, mais 1.884 vagas para acabar com a superlotação.
ISABELA DE MENESES
13/06/2017 09h09 - atualizado

Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Piauí atualmente tem 4.114 pessoas privadas de liberdade em presídios. Porém o estado só possui 2.230 vagas. O sistema prisional piauiense necessita atualmente de, pelo menos, mais 1.884 vagas para acabar com a superlotação.

O secretário de Justiça, Daniel Oliveira, defende que para diminuir a população carcerária o estado precisa ampliar as medidas e penas alternativas, ou seja, mecanismos judiciais para casos de crimes de menor potencial ofensivo, que desviam a punição da linha de aprisionamento.

  • Foto: Facebook/Daniel OliveiraSecretário de Justiça do Piauí Daniel OliveiraSecretário de Justiça do Piauí Daniel Oliveira

“A prisão é a última solução para a criminalidade. Precisamos avançar em soluções mais eficazes, além da construção de novos presídios, de maneira que possamos reduzir o índice de aprisionamento e ter uma justiça mais célere e eficiente”, disse o secretário.

Cerca de 3.400 pessoas cumprem medidas e penas alternativas à prisão no estado, segundo levantamento da Central de Fiscalização e Monitoramento de Penas e Medidas Alternativas e do Núcleo de Atenção ao Preso Provisório.

No momento estão em obras, três novos presídios, um em Campo Maior com 160 vagas e previsto para ser inaugurado até o próximo semestre, outro em Altos com 600 vagas e será aberto até 2018, e a Central de Triagem de Teresina, também com 160 vagas.

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