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Wellington Dias vai a Brasília cobrar liberação de recursos

Vários governadores vão cobrar o repasse de R$ 7 bilhões aos estados.
RAYANE TRAJANO
20/03/2017 07h34 - atualizado

O governador Wellington Dias afirmou que os governadores pretendem ir ao Ministério da Fazenda, em Brasília, reivindicar que o acordo que liberaria R$ 7 bilhões aos estados, firmado em 2016, seja cumprido. Ele esteve reunido com outros chefes do executivo no último sábado (18), que devem ir juntos levar suas reivindicações ao governo federal e o Supremo Tribunal Federal.

“Os governadores em dificuldades financeiras acertaram com o ministro Henrique Meirelles e o presidente Michel Temer que não teríamos uma ajuda emergencial mas que seria possível a liberação de R$ 7 bilhões para empréstimos, só que isso não aconteceu em 2016. Quatorze estados apresentaram as condições e propostas de empréstimo, entre elas o Piauí que receberia o equivalente a R$ 315 milhões a serem utilizados para investimento em infraestrutura e geração de emprego e renda. No início do ano, buscam, estranhamente, esquecer esse acordo e até aqui não tem nenhum sinal para a liberação”, declarou Wellington Dias.

  • Foto: Facebook/ Wellington DiasWellington DiasWellington Dias

O governador do Piauí conta que esteve, recentemente, com a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula, e esta lhe informou a necessidade da autorização do ministro da Fazenda para a definição do valor a ser liberado. “Então solicitamos uma agenda com o ministro, que deve acontecer na próxima semana. O objetivo é que seja cumprido o acordo e também sejam definidas as metas para 2017, onde esperamos que os estados que podem contrair financiamento tenham condições de obter crédito para investimento. O Brasil precisa de investimento para gerar emprego e renda e fazer a economia crescer e os estados brasileiros podem fazer isso”, defendeu Wellington Dias.

Outro tema tratado entre os governadores e que deve ser levado a Brasília foi a lei sobre o alongamento das dívidas com o BNDES e precatórios. “Solicitamos também uma agenda com a presidente do Supremo, ministra Carmem Lúcia, que será na quarta-feira. Vamos pedir que seja pautado aquilo que é essencial para os estados como a votação do projeto que trata da regulação para o salário-educação, já que hoje há uma forma de distribuição inconstitucional. Queremos também que entre na pauta o julgamento da ação de inconstitucionalidade da lei que trata da distribuição de royalties e participação de gás e petróleo. Já há um entendimento entre os estados e esperamos que a ministra Carmen Lúcia coloque na pauta, para que a gente tenha uma distribuição justa e que é importante para todo o Brasil”, acrescentou o governador do Piauí.

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