Cícero Filho apresenta o Norte e Nordeste de forma inusitada com o filme “Babaçu Love”

O enredo mostra a banda Babaçu Love, nascida no povoado fictício Ramadinha, os habitantes do povoado dividem-se entre coletar o coco babaçu, principal ocupação econômica do lugar.

O diretor Cícero Filho volta aos cinemas no dia 03 de dezembro de 2026, com mais uma produção piauiense. O filme “Babaçu Love” conta com artistas e técnicos predominantemente nordestinos, possuindo a proposta de abordar no enredo, o cotidiano, a história, as dificuldades e as alegrias das pessoas que moram na região.

O longa foi produzido 13 anos atrás, em 2013, e mostra uma odisseia pelas poeirentas estradas do Piauí e Maranhão, a banda de forró "Babaçu Love", gerida por Tetéu (Lailtinho), enfrenta os desafios dos palcos improvisados nas pequenas cidades do Nordeste do Brasil. Com o slogan "A paixão que arde no tchêu coração", a trama acompanha Diloura (Amanda Odillon), sua mãe Paraibana (Gisele Vasconcelos) e o amável Araújo (Alisson Emanoel). Diloura é seduzida pelas promessas do namorado mau caráter Ransquelson Ruschel (Whindersson Nunes), que a leva a romper com a banda Babaçu Love e a entrar na banda "Quiabo com Maxixe", empresariada pelo vigarista Capa Rato (Mano Silva).

Foto: Reprodução/ Instagram
Babaçu Love

Enquanto isso, Paraibana lidera a luta das quebradeiras de coco babaçu por direitos trabalhistas justos, igualdade e preservação do meio ambiente.

O longa carrega referências de uma palmeira nativa das regiões Norte e Nordeste do Brasil, da qual se pode extrair tudo (frutos, flores e caule) e, unida a ela, uma palavra de origem inglesa, cujo significado é "amor". Nessa conjunção, "Babaçu Love" pode significar tudo, até amor a um estilo de vida bem simples, quase inocente, nas bordas do país. Significa, ainda, o sonho de conquistar uma vida melhor.

Foto: Reprodução/ Instagram
Babaçu Love

O enredo mostra a banda Babaçu Love, nascida no povoado fictício Ramadinha, os habitantes do povoado dividem-se entre coletar o coco babaçu, principal ocupação econômica do lugar, e assistir aos esforços desmedidos, porém engraçados, de uma trupe de músicos amadores tentando ganhar a vida. Dentre os sonhos projetados pela Babaçu Love o maior de todos era o desejo de "chegar lá", de tocar nas rádios e, quem sabe, aparecer nos programas de TV.

Por: Kauwany Araújo

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