Genevaldo Silva

Genevaldo Silva

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Greve Geral é uma piada

28/04/2017 10h16 - atualizado

Nesta sexta-feira, 28, o País amanheceu paralisado, em algumas regiões, por conta de uma suposta Greve Geral convocada pelos sindicados.

Esse movimento nasceu em virtude das reformas que estão sendo apreciadas pelo Congresso Nacional. Os sindicatos são contra tudo, ou quase tudo, que está sendo discutido no congresso. São contra mudanças na caduca lei da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que é de 1943.

De lá para cá, as relações de trabalho mudaram enormemente. Várias profissões surgiram e, também, diversos seguimentos empresariais. As mudanças que estão em debate são para adequar o País à nova realidade nas relações de trabalho. A reforma trabalhista pretende justamente isso.

O movimento sindical é contra, única e exclusivamente, por causa da supressão do ‘imposto sindical’. Ou seja, ao invés de ser obrigatório o trabalhador doar um dia de seu labor para o sindicato, agora, pela legislação em debate, esse absurdo será opcional. Doa quem quiser.

Por isso esses parasitas, que não representam mais (há muito tempo) os interesses dos trabalhadores, são contra as reformas. Ressaltando ainda, que o movimento tem viés político.

O Brasil é um caso raro no mundo onde existem mais de 16 mil sindicatos. Para efeito de comparação, a Argentina tem 91, no Reino Unido 168 e nos EUA 130. O país se tornou uma república sindicalista. Esse absurdo virou um negócio lucrativo para os representantes dessas entidades. Infelizmente os recursos dos trabalhadores são usados para enriquecimento ilícito e para a politicalha. Não estou generalizando! É evidente que existem as exceções, no entanto, estas são pouquíssimas.

Por que convocar uma greve num feriado prolongado? Por que utilizar vândalos para bloquear as BR’s ou os principais acessos às grandes capitais? Esse método é utilizado devido a falta de mobilização e de credibilidade dos ergofóbicos. Utilizam-se de meios truculentos para que possam atingir seus objetivos.

Na realidade, a maioria dos servidores públicos vão agradecer por ganharem mais um dia de folga. É sabido que apenas os membros dos sindicato participam desses atos. Só espero que os governos (federal, estadual e municipal) cortem o ponto dos faltosos.

Duvido que realizem um ato no domingo. Pois sabem que a participação sería ínfima.

As reformas devem e precisam ser feitas. Infelizmente o Governo está cedendo em alguns pontos, mas isso faz parte do jogo político. O importante é que os textos mantenham sua essência.

Com boa parte do congresso investigado pela Lava Jato, creio que eles deveriam, ao menos, mostrar pra população que estão comprometidos em realizar essas mudanças.

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