Piauí

Arrecadação do transporte público de Teresina cai em quase 90%

De acordo com o SETUT, o mês de março foi fechado com arrecadação proporcional a 12% do que se arrecadava antes da pandemia e com o custo operacional consideravelmente superior.
29/04/2021 13h00 - atualizado

O transporte público de Teresina teve uma queda de arrecadação em aproximadamente 90% em março de 2021. Conforme o Setut, isso contribui diretamente na dificuldade financeira do sistema na capital piauiense.

Um levantamento técnico feito pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (SETUT) aponta fortes impactos foram provocados pela pandemia no sistema como a redução de passageiros transportados por mês, além do aumento de custos e baixo retorno financeiro.

  • Foto: Luis Marcos/ ViagoraÔnibus Circulando em TeresinaÔnibus Circulando em Teresina

Segundo o SETUT, a falta de repasse dos subsídios da Prefeitura de Teresina, negociado e previsto em contrato, tem dificultado a situação do sistema que corre sérios riscos de colapso. A dívida da gestão municipal contabiliza R$ 28 milhões, sendo R$ 22 resultantes de 2020 e R$ 6 milhões do presente ano.

De acordo com o coordenador técnico do SETUT, Vinicius Rufino, o mês de março foi fechado com arrecadação proporcional a 12% do que se arrecadava antes da pandemia e com o custo operacional consideravelmente superior.

"O sistema de transporte coletivo urbano de Teresina continua em uma situação muito crítica. Fechamos o mês de março com a arrecadação proporcional a 12% do que se arrecadava antes da pandemia e com o custo operacional consideravelmente superior a esse percentual de arrecadação. Para se ter uma ideia, o que se arrecada no dia a dia sequer está sendo suficiente para que se faça o abastecimento dos veículos com óleo diesel e, dessa forma, garantir a operação do dia seguinte", disse.

Conforme a análise do SETUT, em abril de 2020, o sistema transportou 7% do que foi transportado no mesmo mês em 2019, e arrecadou 10% do que arrecadou no mesmo período comparativo. Saiu de uma média de 5 milhões de passageiros transportados em 2019, para 570 mil passageiros transportados por mês.

Vinicius Rufino explicou ainda que o funcionamento das ordens de serviço do transporte no município tem sido cumpridas.

"A ordem de serviço operacional tem sido cumprida na medida do possível. É importante informar que a frota disponibilizada é cerca de 50% superior ao que tem se transportado de passageiros, ou seja, a oferta de veículos ainda é, consideravelmente, superior à demanda que está se transportando e isso acarreta uma dificuldade financeira para as empresas operadoras", afirmou.

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