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Atentados em feiras e hospital do Afeganistão matam 38 pessoas

Os atentados são parte de uma onda de violência que antecede à retirada da maior parte das forças de combate ocidentais, com a transferência de suas funções par
    15/08/2012 07h56

    Militantes suicidas islâmicos detonaram explosivos em feiras lotadas e num importante hospital do Afeganistão na terça-feira, matando pelo menos 38 pessoas e ferindo quase 100.

    Os atentados são parte de uma onda de violência que antecede à retirada da maior parte das forças de combate ocidentais, com a transferência de suas funções para um contingente afegão, em 2014. Forças sob o comando da Otan ainda lutam contra remanescentes do Taliban, especialmente no leste do país.

    A polícia disse que atentados suicidas em feiras livres da província rural de Nimroz (sudoeste) mataram pelo menos 28 pessoas, incluindo pelo menos três policiais, e feriram mais de 70. Foi o dia mais violento desde 2001 nessa província, geralmente pacata.

    Outro homem-bomba se detonou em frente ao hospital de Zaranj, capital de província, e dois outros agiram em outras áreas da cidade, matando principalmente civis, disse o gabinete presidencial em nota.

    O número de mortos em Zaranj ainda deve crescer, segundo o governador provincial Abdul Karim Barahawi. "Os agressores se explodiram em feiras lotadas para atingir civis. Não havia instalação governamental próxima", afirmou Barahawi.

    Outros dez civis morreram e 28 ficaram feridos na explosão de uma bomba junto a um bazar na localidade de Dashte Archi, na província de Kunduz (norte), segundo autoridades locais.

    Todas as feiras atacadas estavam repletas de pessoas comprando mantimentos para o fim do jejum diário do Ramadã, segundo a polícia local.

    Apesar de o número de civis mortos em ataques no Afeganistão ter diminuído no primeiro semestre em comparação a 2011, a ONU disse na semana passada que os civis continuam sendo os mais prejudicados pelos confrontos entre insurgentes e forças regulares.

    A ONU disse que 1.145 civis foram mortos no primeiro semestre, e que 1.954 ficaram feridos.

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