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Auxílio emergencial poderá ser pago em abril, diz Paulo Guedes

Segundo Guedes, o Ministério da Cidadania está definindo a formatação do programa para decidir em que casos o beneficiário receberá o menor e o maior valor.
13/03/2021 13h59 - atualizado

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nessa sexta-feira (12), que a primeira parcela da nova rodada do auxílio emergencial deverá ficar para abril. O ministro também declarou que o benefício vai variar de R$ 150 a R$ 375.

Segundo Paulo Guedes, o Ministério da Cidadania está definindo a formatação do programa para decidir em que casos o beneficiário receberá o menor e o maior valor, pois a renovação do auxílio emergencial só não saiu antes porque a política tem um tempo próprio para autorizar os gastos extras.

Para Guedes, as contrapartidas fiscais exigidas na proposta de emenda à Constituição (PEC) Emergencial foram necessárias porque o governo não tinha condições de continuar a pagar um benefício de R$ 600.

“Um auxílio de R$ 600 não seria sustentável e ia virar inflação, o que prejudicaria os mais pobres. Com R$ 600 por mais dois anos, a inflação vai a 5%, 6%, 7%”, argumentou o ministro.

Em relação à aprovação da PEC, o ministro admitiu que o texto não ficou 100% como a equipe econômica desejava. Para ele, a retirada de pontos propostos pelo governo é natural e faz parte da independência dos Poderes.

Mesmo com o resultado, o ministro ressaltou que a PEC passa uma mensagem importante de responsabilidade fiscal, ao instituir um protocolo fiscal com gastos ao determinar contrapartidas para a nova rodada do auxílio emergencial.

“Se o mercado perceber que você está sendo inconsequente, na mesma hora inflação e juros sobem e o Brasil vai para estagflação de novo”, advertiu o ministro.

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