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Bolsonaro diz que está aberto a sugestões para recuperação da economia

“O meu governo busca se antecipar aos graves problemas sociais que podem surgir em 2021", disse o presidente.
29/09/2020 11h58 - atualizado

Na manhã desta terça-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro afirmou estar aberto às sugestões dos líderes partidários para propostas de recuperação da economia e de enfrentamento dos problemas sociais que podem surgir próximo ano, em decorrência da pandemia da Covid-19.

“O meu governo busca se antecipar aos graves problemas sociais que podem surgir em 2021, caso nada se faça para atender a essa massa que tudo, ou quase tudo, perdeu. A responsabilidade fiscal e o respeito ao teto são os trilhos da economia. Estamos abertos a sugestões juntamente com os líderes partidários”, escreveu em publicação nas redes sociais.

Bolsonaro anunciou ontem (28) o novo programa de transferência de renda do governo, Renda Cidadã. Que substituirá o auxílio emergencial e o Bolsa Família. O financiamento do benefício será feito com parte dos recursos do pagamento de precatórios e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

A proposta foi acordada entre o governo e líderes da base e deverá ser apresentada na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo e na PEC Emergencial, que tratam da desindexação dos gastos públicos.

Por outro lado, o governo ainda não alcançou o entendimento sobre o texto da reforma tributária, que deve tratar sobre a desoneração da folha de pagamento das empresas. Em declarações recentes, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a criação de “tributos alternativos” para compensar a desoneração da folha, que, para ele, é necessária para a criação de empregos e renda para a população.

A primeira parte da proposta de reforma tributária do governo já está em tramitação e trata apenas da unificação de impostos federais e estaduais em um futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A segunda parte, sobre a desoneração da folha, ainda depende de um acordo.

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