Política

"Bolsonaro tem atitude de conflito com estados", diz Flávio Dino

O gestor esteve na capital piauiense nesta quarta-feira (21), para participar da primeira reunião com os nove governadores do Consórcio Nordeste.
  • NATHALIA CARVALHO
22/08/2019 09h55 - atualizado

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), esteve em Teresina para participar da reunião do Consórcio Nordeste, nessa quarta (21), e aproveitou a ocasião para comentar sobre a polêmica da fala do presidente Jair Bolsonaro aos gestores nordestinos.

A primeira reunião do Consórcio acontece após a polêmica envolvendo os governadores do Nordeste e o presidente da República.

Durante entrevista cedida à TV Cidade Verde, Flávio Dino afirmou que a dificuldade de diálogo com o Governo Federal não parte dos gestores. “Da nossa parte nós temos procurado exercer nossos direitos, prerrogativas e ações sempre de modo respeitoso. Não abrimos mão do direito de termos nossas opiniões e discordamos de atitudes desrespeitosas que têm sido adotadas por parte de opiniões diferentes”, diz o gestor que foi citado em um trecho pejorativo da fala vazada de Bolsonaro.

  • Foto: Bruno Suênio/GP1Governador do Maranhão Flávio DinoGovernador do Maranhão Flávio Dino

Ainda sobre o assunto, o governador do Maranhão afirmou: "O presidente Jair Bolsonaro tem mantido até aqui uma atitude com os estados e movimentos sociais voltada para a dimensão do conflito. Acredito que o conflito tem hora e lugar para acontecer", disse Flávio Dino. 

O chefe do executivo do Maranhão disse, ainda, que o posicionamento dos governadores contra a atitude do presidente está assegurada constitucionalmente. “Então, não levamos para o plano pessoal essas diferenças, nos comportamos de modo compatível com a Constituição de acordo com o artigo 37, que prevê o chamado princípio da individualidade, em que preservamos com firmeza e serenidade nossas opiniões, repelimos atitudes agressivas e queremos uma relação federativa saudável no Brasil, claro, abrangendo os nove estados do Nordeste uma vez que a nossa autonomia e capacidade de ajudar o país é importante para a região, população e para o todo”, finaliza.

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