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Câmara garante indenização à mulher vítima de violência doméstica

Júnior Bozzella, autor da proposta, destacou que a aprovação conciliou partidos de orientação divergentes: PT e PSL. “Isso mostra que é possível unir as ideias aqui no Congresso Nacional", disse.
  • DA REDAÇÃO
13/04/2019 08h40 - atualizado

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na última quinta-feira (11) proposta que garante às mulheres vítimas de violência doméstica o direito à indenização por danos morais em um processo mais rápido, sem a necessidade de uma nova fase de provas após o pedido da vítima. A medida segue para o Senado.

  • Foto: Câmara dos DeputadosJúnior Bozzella é o autor da proposta.Júnior Bozzella é o autor da proposta.


Pelo texto, o juiz também poderá determinar como medida protetiva que o agressor deposite a quantia em juízo como caução por perdas e danos morais e materiais decorrentes da prática de violência doméstica. A intenção é garantir o pagamento da indenização. 

As inovações são incluídas na Lei Maria da Penha (11.340/06).

Os parlamentares aprovaram o texto da deputada Maria do Rosário (PT-RS) ao Projeto de Lei 1380/19, do deputado Júnior Bozzella (PSL-SP). Rosário decidiu retirar do original a definição dos valores devidos por indenização.


“Não considero adequada a fixação de um valor máximo em 100 salários mínimos, pois há casos gravíssimos como feminicídio ou prática de lesões graves que podem implicar a condenação ao pagamento de dano moral bastante superior”, argumentou a relatora Maria do Rosário.

Segundo ela, a proposta inclui na lei um direito à indenização já concedido pelo Poder Judiciário. “Fixamos em lei recente orientação do Superior Tribunal de Justiça sobre o tema, para trazer maior segurança jurídica para as vítimas de violência doméstica e impedir que tribunais ainda tomem decisões contrárias”, disse.

Júnior Bozzella destacou que a aprovação da proposta teve caráter suprapartidário e conciliou partidos de orientação divergentes: PT e PSL. “Isso mostra que é possível unir as ideias aqui no Congresso Nacional, pacificar as relações, construir pontes”, disse.

Com informações da Agência Câmara.

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