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Cerca de 200 pessoas presenciaram Abertura do I Simpósio Nacional de Crítica Genética e Arquivologia

Abertura do I Simpósio Nacional de Crítica Genética e Arquivologia.
    15/08/2012 09h42

    Cerca de 200 pessoas presenciaram a abertura do I Simpósio Nacional de Crítica Genética e Arquivologia, que aconteceu no Auditório do Sebrae. O evento, que acontece entre os dias 13 a 15 de agosto de 2012, traz para o Piauí pesquisadores de todo o país e abre espaço para o estudo do processo de criação de uma obra e a arquivologia.

    A primeira conferência foi ministrada pela professora doutora Márcia Ivana de Lima e Silva, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que abordou o tema Arquivos e Memória Cultural. Na oportunidade, o reitor da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), professor doutor Carlos Alberto, destacou a importância dos trabalhos desenvolvidos pelos professores da instituição na linha de eventos científicos. Estiveram presentes, ainda respresentando a Uespi, a diretora do Centro de Ciências Humanas e Letras, Margareth Torres e Ilma Nascimento.

    Ainda no primeiro dia de evento, o registro dos 27 anos da Crítica genética no Brasil foi realizado pelo professor doutor Philippe Willemar, introdutor dos estudos de Crítica Genética no Brasil no que foi corroborado pela professora doutora Marie-Hélène Paret Passos, que ressaltou a importância dos trabalhos referentes ao estudo do processo de criação no país.

    “O Simpósio vem cumprir um papel relevante enquanto mobilizador de possibilidades à reinvenção de novas formas de pesquisa da gênese da criação, tendo como referência o diálogo entre o texto acabado e o inacabado”, comenta Márcia Edlene Mauriz Lima, coordenadora do Núcleo de Estudos em Memória e Acervo (NEMA), que é responsável pela organização do evento.

    A professora doutora Sonia Maria Troitiño Rodriguez (Unesp) ministra, durante os três dias de evento, a oficina Paleografia: técnicas de leitura e e transcrição de documentos. De acordo com a professora, a importância da paleografia ou estudo de manuscritos, para a arquivologia está na decifração de documentos cuja leitura seja considerada de alta dificuldade. “Além da decifração, a paleografia permite verificar a autenticação e ainda a comprovação cronológica e local de um manuscrito”, e acrescenta que “apesar da constante digitalização após o advento dos computadores, o manuscrito continuará sendo importante objeto de análise”.

    Uma das participantes da Oficina de paleografia é a professora da Uespi da área de História, mestre Aldaíres Pereira da Silva. “O evento traz pesquisadores de excelência para a socialização de conhecimentos. Além disso, houve uma preocupação por parte da organização em contemplar diversas áreas, abrangendo assim um grande número da comunidade acadêmica”, afirma.

    Hoje, em seu segundo dia de atividades, o Simpósio começou com oficinas, no período da manhã, com a da professora Elisabete Marin Ribas, com o tema Arquivos pessoais: a organização de uma história de vida. Os simpósios temáticos acontecem das 14h às 17 horas, e as mesas-redondas, à noite, no auditório do Sebrae.

    “É um evento de coragem e necessário, pois a Crítica Genética e a Arquivologia são duas áreas complementares e o simpósio possibilitou uma rede de discussão entre elas”, finaliza a professora doutora Sonia Troitiño, da Unesp.

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