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CGU bloqueia pagamento do auxílio emergencial de 299 mil servidores

De acordo com informações do ministro da CGU, os 299 servidores que receberam o benefício representam 0,45% do total de 65,2 milhões.
14/07/2020 15h35 - atualizado

Nesta terça-feira (14), o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, disse que o órgão identificou e bloqueou o pagamento do auxílio emergencial a 299 servidores públicos estaduais e municipais que receberam o benefício de forma indevida.

De acordo com informações do ministro da CGU, os 299 servidores que receberam o benefício representam 0,45% do total de 65,2 milhões de trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados que receberem o auxílio destinado pelo Governo Federal.

"Realmente, a gente tem encarado uma situação de muita tentativa de fraude nos recursos do auxílio emergencial. Numa parceria com estados e municípios, cruzamos e identificamos de 299 mil servidores de todos os entes recebendo recursos do auxílio emergencial. É um recurso que a gente tem que estar muito atento”, diz o ministro.

Segundo Wagner Rosário, a Corregedoria-Geral da União está realizando uma análise prévia nas aquisições realizadas pelo Ministério da Saúde por meio de dispensa de licitação. Numa amostra de contratações que somam R$ 6,4 bilhões, o órgão de controle encontrou “fragilidades” em aquisições que envolvem R$ 2 bilhões.

De acordo com o ministro, a CGU também acompanha os repasses da União para estados, Distrito Federal e municípios.

"Estamos fazendo um trabalho bem braçal de busca em diários oficiais e em portais de transparência de estados e municípios. São levantamentos de preços e quantidades de aquisição para oferecer aos gestores uma média de preços praticados no momento da pandemia. Precisávamos buscar um preço de referencia para este momento. Também fizemos uma análise mais detalhada das empresas que estão contratando, para tentar fazer uma análise de risco das aquisições feitas pelos diversos entes federais, inclusive a União", explicou o ministro.

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