Polícia

Ciro Nogueira diz que Odebrecht lhe ofereceu R$ 5 milhões em propina

O senador fez a declaração em setembro para a Polícia Federal durante as investigações sobre pagamento de propina para o PP.
05/02/2018 12h01 - atualizado

O Supremo Tribunal Federal (STF) instaurou um inquérito para investigar suposto pagamento de propina ao presidente nacional do Partido Progressistas, senador Ciro Nogueira, durante os anos de 2010 e 2014. Os repasses teriam sido feitos pelo grupo empresarial Odebrecht. 

Em depoimento à Polícia Federal, o senador piauiense informou que um executivo da empresa Odebrecht teria lhe oferecido R$5 milhões em dinheiro, que seriam pagos por caixa 2, em 2014. Ciro também disse que viu a proposta como uma desculpa da empreiteira para não fazer doações ao seu partido. 

  • Foto: Isabela de Meneses/ViagoraSenador Ciro NogueiraSenador Ciro Nogueira

Segundo matéria da Folha de São Paulo, os três executivos da Odebrecht, José de Carvalho Filho, Cláudio Melo Filho e Benedicto Júnior afirmaram em delação que o próprio senador procurou a empresa para pedir doações no ano de 2014.

Um dos delatores da empresa afirmou que em 2010 o senador recebeu a quantia de R$300 mil que não foram declarados. Além disso, também alegam que outros valores foram negociados pelo senador e a empresa. 

Fernando de Carvalho Mesquita Filho, ex-assessor de Ciro, que também é investigado na Operação Lava Jato, foi apontado pelo empreiteiro Ricardo Pessoa como receptor do dinheiro que seria destinado ao senador.

O PP, atualmente Progressistas, foi denunciado em setembro pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, no caso que ficou conhecido como “Quadrilhão do PP”, por organização criminosa.

A Folha de São Paulo informou que ao ser procurado, o senador Ciro Nogueira afirmou que não vai falar sobre o depoimento prestado à Polícia Federal e negou ter cometido crime de corrupção e lavagem de dinheiro. 

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