Saúde

Covid-19: Vacina de Oxford terá testes em crianças e adolescentes

O teste vai avaliar se crianças e jovens entre 6 e 17 anos apresentam uma boa resposta imunológica com vacina ChAdOx1 nCoV-19.
  • LAÍS VITÓRIA
13/02/2021 13h32 - atualizado

Neste sábado (13), a Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciou que a vacina de Oxford, que está sendo aplicada no Brasil contra a Covid-19, será submetida a testes em crianças e adolescentes.

A universidade desenvolveu o imunizante junto à farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca. A vacina será produzida no país pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, e será o primeiro estudo da vacina nessa faixa etária.

  • Foto: DivulgaçãoProdução de Vacina contra Covid-19Produção de Vacina contra Covid-19

A CoronaVac, Janssen e Pfizer já anunciaram que também estão com testes em andamento nesses grupos. A previsão é que os testes tenham início ainda neste mês. O teste vai avaliar se crianças e jovens entre 6 e 17 anos apresentam uma boa resposta imunológica com vacina ChAdOx1 nCoV-19, como é chamada. Serão 3 fases, e o estudo clínico de fase 2 vai recrutar 300 voluntários.

Pelo menos 240 vão receber a vacina, enquanto o restante, que será o grupo de controle, que irão tomar a vacina contra meningite, que é segura em crianças, espera-se que se produza reações semelhantes, como dor no local da aplicação. 

O professor de Infecção Pediátrica e Imunidade da Universidade de Oxford e principal autor do estudo, Andrew Pollard, aformou que  embora a maioria das crianças não seja relativamente afetada pelo Coronavírus e provavelmente não adoeça com a infecção, é importante estabelecer a segurança e a resposta imunológica à vacina em crianças e jovens.

O teste é financiado pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde (NIHR) e pela AstraZeneca, a vacina de Oxford demonstrou ter eficácia média de 70% de proteção contra a covid-19, com variação de 62% a 90%, de acordo com a dose, em adultos. O imunizante é feito a partir de vetor viral não replicante. Utiliza adenovírus, que causa resfriado comum em chimpanzés, como veículo para levar fragmentos do novo coronavírus, entre eles a proteína spike, para induzir uma resposta imune no organismo.

A vacina de Oxford foi a primeira contra a Covid-19, junto à CoronaVac, a ser aprovada para uso emergencial no Brasil, em 17 de janeiro. No dia 29 do mesmo mês, a Fiocruz apresentou solicitação de registro definitivo da vacina à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A análise do pedido está em andamento.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na sexta-feira (12), a importação de mais doses prontas da vacina de Oxford da Índia. Dois milhões de doses já estão sendo aplicados no país.

Mais conteúdo sobre:

Mais na Web