Piauí

Deputada Rejane Dias critica ataques a Lula em velório do neto

Ela falou dos comentários negativos sobre a participação de Lula no velório do neto e disse que a "humanidade está doente e desprovida de amor".
03/03/2019 08h52 - atualizado

A deputada federal Rejane Dias (PT) lamentou os comentários negativos com que se deparou ao longo desse sábado (02) sobre a participação do ex-presidente Lula no velório do neto, Arthur Lula da Silva, que morreu de meningite meningocócica. Lula deixou a sede da Polícia Federal em Curitiba e participou do enterro do neto em São Bernardo do Campo, em São Paulo, autorizado pela Justiça Federal.

  • Foto: Reprodução/FacebookDeputada Rejane Dias e o ex-Presidente Lula.Deputada Rejane Dias diz que participação de Lula no velório do neto é questão de humanidade.

“Hoje foi um dia que marcou a minha vida e que me deixou chocada diante do que o ser humano é capaz de fazer, pensar e falar. Vi ao longo do dia palavras de ódio e crueldade direcionadas ao ex-presidente Lula. Na condição de mãe e avó me coloquei no lugar daquela família. Orei e clamei ao Deus de misericórdia que se compadeça do avô, Lula, e dos pais do pequeno Arthur pelo sofrimento da sua perda”, escreveu Rejane Dias em uma rede social.

A deputada disse que “a humanidade está doente e desprovida de amor”. Ela pediu que as diferenças políticas não privem as pessoas da solidariedade que as torna humanos. 

“Uma criança está morta e acredito que nada seja mais doloroso ao coração de uma família. E nessa hora não há bandeira de partido e, muito menos, discurso!”, defendeu.

O deputado estadual Fábio Novo (PT) lembrou sobre a primeira vez que o ex-presidente teve negada a sua participação no velório do irmão e diz que agora, com essa autorização, a “justiça se redimiu”.

  • Foto: Hélio Alef/ViagoraFábio Novo (PT)Fábio Novo (PT) avalia positivamente a nova autorização da Justiça.

“Na ditadura Lula saiu da prisão política para o velório da mãe! Na "democracia" atropelaram a lei para que ele não fosse ao enterro do seu irmão. Justificaram comoção e tumulto para subtrair uma garantia prevista em lei. Um mês depois a justiça se redimiu ao garantir a presença de Lula no velório do seu neto. Foi tudo tranquilo e o direito preservado de dar o último adeus aos seus!”, contou Fábio Novo.

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