Saúde

Governo Bolsonaro compra 100 milhões de doses da vacina de Oxford

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, já foram garantidas 15,2 milhões de doses da vacina de Oxford contra a Covid-19, que poderão ser aplicadas até dezembro.
29/07/2020 12h32 - atualizado

Com a resposta imunológica que os cientistas estão obtendo com a vacina da Universidade de Oxford contra a Covid-19, o Ministério da Saúde revelou que espera que até o mês de dezembro haja a aprovação do imunizante e que o primeiro lote seja aplicado na população.

O secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo Correia de Medeiros, afirmou em entrevista à CNN Brasil que o Brasil deve receber um primeiro lote de vacinas – totalizando 15,2 milhões de doses – em dezembro, e que caso os testes sobre a eficácia apresentem resultados positivos e a vacina seja aprovada até lá, a vacinação poderá se iniciar.

“Fechamos acordo para o envio de 100 milhões de doses da vacina em três lotes. O número se baseia na campanha de vacinação contra a influenza no Brasil. O primeiro lote deve chegar na primeira quinzena de dezembro, com 15,2 milhões de doses, e o segundo terá o mesmo número de aplicações e chega entre dezembro em janeiro. O terceiro lote, de 70 milhões de doses chega entre março e abril. Se todos os estudos derem certo, nós iremos iniciar a campanha de vacinação em dezembro”, comentou o secretário.

Arnaldo Medeiros explicou que haverá prioridade no processo de vacinação para os grupos de risco: idosos, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde que estão atuando na linha de frente. Ele afirmou que o Ministério da Saúde está montando uma estratégia de aplicação das vacinas, para que não haja pânico nem tumulto na população.

“A Secretaria de Vigilância em Saúde cuidada do sistema nacional de imunização. Nossa capacidade de aplicar vacinas é de longa data, somos eficientes para aplicar no país inteiro de forma rápida”, argumentou.

O secretário destacou ainda que o governo brasileiro e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) firmaram um acordo com a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca, que estão responsáveis pelo desenvolvimento da vacina, para garantir que haja a transferência da tecnologia do imunizante, que poderá ser produzido no laboratório de Bio Manguinhos, da Fiocruz.

Com informações da CNN Brasil.

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