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Governo pagará auxílio se houver nova onda de Covid-19, diz Guedes

O ministro da Economia diz ter se surpreendido com a velocidade que a economia está voltando, e que considera a sua visão otimista.
  • VIVIANE ROCHA
12/11/2020 17h32 - atualizado

Nesta quinta-feira (12), o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que se houver uma nova onda de contaminações pelo novo coronavírus no país, o governo voltará a conceder o auxílio emergencial aos brasileiros em situação de vulnerabilidade econômica.

A declaração foi em um evento do Dia Nacional do Supermercado, organizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Mas ele enfatizou que considera baixa a probabilidade de nova onda de contaminações.

Guedes diz que o plano do governo é retirar o auxílio aos poucos até o final do ano e depois entrar com uma versão do Renda Brasil ou Bolsa Família. 

O presidente Jair Bolsonaro disse que a proposta de criação do programa Renda Brasil estava suspensa. O programa pretendia expandir o Bolsa Família. 

O ministro defende a criação de uma contribuição sobre transações digitais, como forma de substituir a desoneração da folha de pagamentos. Segundo ele, o governo tem o compromisso de não aumentar a carga tributária. Acrescentou ainda, que é preciso encontrar uma forma de financiamento para essa redução dos impostos sobre os salários.

Paulo Guedes diz ter se surpreendido com a velocidade que a economia está voltando, e que considera a sua visão otimista.

Sobre a inflação afirmou que muita gente fica com raiva dos supermercados quando vê os preços dos alimentos mais caros, mas que os estabelecimentos são apenas uma plataforma de distribuição.

Guedes acrescentou que o governo pode reduzir tarifas de importação quando houver “abusos” nas altas dos preços para estimular a competição e assim segurar a inflação.

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