Política

Justiça suspende contrato do prefeito Eudes Agripino com empresa

O contrato foi assinado em julho deste ano e custaria aos cofres públicos do município R$ 339.213,12.
27/09/2021 13h33 - atualizado

A Promotoria de Justiça de Fronteiras, obteve decisão liminar para a suspensão do contrato administrativo firmado entre a Prefeitura Municipal administrada pelo prefeito Eudes Agripino Ribeiro e a empresa e JPL Construções (Gabriel Kelson Moura de Lima EIRELI).  A decisão é da última sexta-feira, 24 de setembro.

A ação civil pública que resultou nessa decisão foi assinada pelo promotor de Justiça Eduardo Palácio.

Segundo o órgão ministerial, a JPL Construções venceu um processo licitatório para executar a recuperação e a manutenção de pavimentação em diversas ruas do município de Fronteiras. O contrato foi assinado em julho deste ano e custaria aos cofres públicos do município R$ 339.213,12.

De acordo com o promotor,  ao analisar o projeto básico da obra e suas planilhas, foi verificado que nesses documentos não havia a localização das ruas que deveriam ser pavimentadas; fato, que de acordo com o promotor de Justiça, gera dúvidas de como a administração pública chegou ao cálculo das unidades orçadas, bem como sobre o material necessário.

Conforme o MPPI, a empresa, segundo informações obtidas em busca junto ao Sistema INFOSEG, surgiu em julho de 2019 e não possui nenhum veículo ou funcionário registrado em seu nome.

Na mesma pesquisa, foi constatado que o proprietário da pessoa jurídica, também, não possui nenhum veículo ou funcionário. Diante disso, o Ministério Público indicou, na ação, a possível falta de capacidade operacional, para a concretização de uma obra pública arrematada por mais de 330 mil reais.

“Há fortes indícios, por tudo o exposto, de que tal empresa apenas seria uma mera gestora da obra pela qual participou, concretizando subcontratações – estas não autorizadas no edital licitatório – para o ato”, destacou o representante do Ministério Público em um trecho da ação.

Conforme o MPPI, além da suspensão imediata do contrato, na decisão liminar foi fixada uma multa diária, no valor de R$ 10 mil reais até o montante de R$ 100 mil reais, caso o município descumpra a decisão.

Outro lado

O Viagora procurou o gestor para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria o prefeito não foi localizado. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

Mais na Web