Piauí

Laudo aponta crime ambiental no Parque Rodoviário em Teresina

"A partir de agora vamos ouvir a empresa, pessoas da comunidade e principalmente aqueles que corroboraram com essa tragédia”, disse a delegada do Meio Ambiente Edenilza Viana.
  • NATHÁLIA CARVALHO
19/06/2019 15h30 - atualizado

A Delegacia do Meio Ambiente deve ouvir, na próxima semana, a empresa apontada como dona do terreno onde ocorreu a tragédia do Parque Rodoviário, ocorrida no dia 4 de abril. Uma perícia realizada pelo Ministério Público comprovou crime ambiental e desde então audiências estão acontecendo para ouvir os responsáveis.

Em entrevista à TV Cidade Verde, a delegada do Meio Ambiente Edenilza Viana comentou a respeito dos procedimentos que devem ser seguidos neste caso “Desde o início da tragédia nós fomos ao local averiguar a possibilidade de haver ou não dano ambiental e foi constatado por meio do laudo o dano ambiental. A partir de agora vamos ouvir a empresa, pessoas da comunidade e principalmente aqueles que corroboraram com essa tragédia”, afirmou.

  • Foto: Hélio Alef/ViagoraLama invadiu residências do Parque RodoviárioLama invadiu residências do Parque Rodoviário

A delegada alerta ainda sobre os danos que podem ser causados no solo com a retirada de árvores “A partir do momento em que se retiram árvores e areia para construção de casas fragiliza o solo, pois ele precisa das árvores para poder ser compacto e espesso evitando que ocorra esse tipo de enxurrada e enchentes”, comentou.

Edenilza falou também a respeito de medidas de restauração do Parque Rodoviário e citou reflorestamento na área “Nós vamos estar com uma campanha de reflorestamento no local e isso beneficia até mesmo melhoras no clima, mas principalmente assegura o solo evitando futuros danos”, disse a delegada.

A Prefeitura de Teresina iniciou um processo de reconstrução de residências no bairro atingido e a Delegacia do Meio Ambiente tem acompanhado os processos, como afirma a Edenilza “A prefeitura tem sido solicita no caso e nós temos acompanhado todos os processos e audiências. Muitas residências estão condenadas e não deverão ficar no local, a prefeitura tem buscado alternativas para solucionar isso”, ressaltou.

Mais na Web