Política

“Lira e Bolsonaro estão mais unidos do que nunca”, diz Ciro Nogueira

O senador falou sobre o encontro de Arthur Lira e Bolsonaro e fez declarações sobre a vacinação no Brasil.
06/04/2021 11h14 - atualizado

No último dia 24 de março, horas depois de participar de uma reunião com representantes dos três poderes, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), fez declarações sobre a gestão da pandemia da Covid-19 pelo governo federal e afirmou que estava apertando um “sinal amarelo para quem quiser enxergar”.

O parlamentar comentou que a Câmara deve colaborar com o comitê de crise criado pelo governo e cobrou a adoção de medidas centralizadas para o combate à pandemia.

O senador piauiense e presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, aliado do presidente Jair Bolsonaro e principal articulador da campanha de Lira à presidência da Câmara, afirmou em entrevista ao Viagora que entendeu a fala do deputado como necessária no momento, mas que Arthur Lira e Bolsonaro continuam alinhados.

Ciro comentou que promoveu um encontro entre Lira e Bolsonaro, para que pudessem “por um ponto final no assunto”, e que os dois “estão mais unidos” depois da reunião.

“Naquela época houve um discurso necessário do Arthur, contou com meu apoio, mas o Arthur é um grande aliado do presidente. Eu acho que promovi essa conversa, eu pedi que tivessem até sido só entre os dois, para que virassem essa página, e hoje eu posso dizer que eles estão mais unidos, mais sintonizados do que nunca no trabalho pelo país”, declarou o senador.

  • Foto: Luis Marcos/ViagoraSenador Ciro Nogueira  (Progressistas)Senador Ciro Nogueira (Progressistas)

Vacinação

Já em relação a campanha de vacinação contra a Covid-19, o parlamentar comenta que o governo federal já formalizou a compra de mais de 500 milhões de doses da vacina, mas que há um problema de produção, já que as farmacêuticas não estão conseguindo atender a demanda.

“Existe dois fatores. Primeiro que o pais já formalizou, já assinou os contratos para a compra de mais de 500 milhões de doses de vacina, o problema é que hoje essas fábricas não estão conseguindo atender a urgência como nós gostaríamos. Não é um problema só do Brasil. [...] O presidente Arthur Lira cobrou que, nós já tínhamos uma quantidade muito grande de vacinas e elas não foram aplicadas, nós temos que agilizar a aplicação de vacinas pelos estados e municípios para que a gente possa ter a população imunizada o mais rapidamente possível”, relata o senador.

Ciro afirmou que sempre foi um defensor do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, desde o início da sua gestão à frente da pasta. O parlamentar relata que no período em que Pazuello esteve no comando do Ministério da Saúde, houve a implantação de leitos de UTIs para o tratamento da Covid-19 e uma boa logística do Ministério da Saúde, mas na questão da vacinação o ex-ministro teria perdido o comando.

“Eu sempre fui um defensor do ministro Pazuello no início do seu mandato, ele fez uma gestão que pôde nos atender nos estados, em especial o Piauí, com a implantação de leitos de UTI, a logística do Ministério da Saúde, quando ele entrou melhorou muito, mas no caminho da vacina ele [Pazuello] está perdendo o comando”, afirmou.

Para Ciro, quem está realmente vacinando a população do Brasil é o Governo Federal, por meio do presidente Jair Bolsonaro, e que apesar dos estados e municípios terem autonomia para comprar de forma independente as doses da vacina contra a Covid-19, quem está sendo o grande provedor das doses ainda é o Governo Federal.

“O que é fato? Vou dá um exemplo. Todo dia na televisão aparece o Wellington Dias falando de vacina. Quantas vacinas o Wellington comprou? Nenhuma. Todas as vacinas que foram para o Piauí são de origem do Governo Federal e do Ministério da Saúde. Há uns 15, 20 dias atrás apareceu o Wellington, ‘compramos 36 milhões de vacina’. Quem está comprando é o Governo Federal. Então, o Governo Federal está perdendo essa narrativa. Na prática, quem vai vacinar a população do Brasil inteiro é o Governo Federal e ele tinha que informar que quem está vacinado a população é o presidente”, concluiu o senador.

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