Coronavírus no Piauí

Lucy Soares denuncia ausência de equipamentos no Hospital de Picos

Segundo a deputada Lucy Soares, após seis meses de pandemia, equipamentos essenciais ao tratamento de pacientes com covid-19, como gasômetro, não funcionam.
08/09/2020 16h00 - atualizado

O Hospital Regional Justino Luz, na cidade de Picos, atende cerca de 600 mil habitantes da macrorregião que inclui o Vale do Guaribas, Sambito e Canindé.

Segundo a deputada Lucy Soares, após seis meses de pandemia, equipamentos essenciais ao tratamento de pacientes com covid-19, como gasômetro, não funcionam. A parlamentar visitou a unidade de saúde no último sábado (5).

  • Foto: Luis Marcos/ ViagoraDeputada Lucy SoaresDeputada Lucy Soares

O gasômetro é um instrumento utilizado para medir o nível de oxigênio no sangue; é através dessa medição – associada a outras condições clínicas - que o profissional de saúde determina se o paciente deve ser entubado ou não. De acordo com Lucy, o equipamento da ala covid existe, mas está quebrado.

Para a deputada, a ausência de um equipamento tão importante demonstra incoerência entre o que é anunciado, desde abril, pela Fundação Hospitalar do Piauí (FEPISERH) e pelo Governo do Estado, e a real situação estrutural da unidade de saúde. Ambos afirmam que o hospital vem recebendo reforço na sua estrutura física e de pessoal para enfrentamento da Covid-19.

De acordo com a deputada, diante da alta taxa de transmissibilidade da Covid-19 na região, enfermarias e UTIs deveriam ser melhor equipadas e organizadas. “Além desses problemas, observamos que não há uma organização adequada no hospital para paramentação e desparamentação com os equipamentos de proteção individual (EPI). O fluxo nos corredores também precisa ser melhorado urgentemente, pois, nessas áreas, pacientes infectados e não infectados utilizam as mesmas instalações”, acrescenta Lucy Soares.

A deputada também denuncia a insalubridade de áreas como a cozinha, pias quebradas, portas com defeito, falta de canalização de gases nas enfermarias, entulho na área externa, falta de guarda-volumes para os funcionários, área de descanso inadequada e falta de estrutura para atender nos pacientes que chegam ao hospital vítimas de traumas.

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