Piauí

Merlong Solano diz que Governo Temer internacionalizou a Petrobras

O ex-Secretário disse o atual Presidente está protagonizando um retrocesso histórico de mais de 60 anos.
27/05/2018 12h04 - atualizado

O ex-secretário de Governo do Piauí e atualmente suplente de deputado federal, Merlong Solano, fez ontem (26) uma postagem na internet analisando as diferenças entre a política de preços de combustíveis praticadas nos governos dos ex-Presidentes Lula e Dilma Rousseff e no governo do Presidente Michel Temer. Segundo ele, o atual gestão internacionalizou a Petrobras.

  • Foto: ReproduçãoMerlong SolanoSuplente de deputado federal, Merlong Solano

Merlong Solano considera que atual situação do Brasil no setor de Petróleo é “muito grave”. “Em pouco mais de dois anos, o Governo Temer conseguiu, na prática, privatizar e internacionalizar a Petrobras”, escreveu.

O petista relatou três práticas que, na visão dele, fez com que o governo Temer fizesse essas mudanças com a estatal.

“Primeiro fazendo uma concessão de 50 bilhões de reais por ano às empresas petroleiras até 2040. São mais de um trilhão de reais. Segundo, reduzindo o conteúdo nacional das compras da Petrobras de 65 para 25%. Com isso, ajudou a quebrar a indústria naval brasileira. Terceiro, dando preferência aos contratos de concessão em lugar dos contratos de partilha. Nos contratos de concessão, a maior parte do petróleo extraído fica com as petroleiras”, explicou em um vídeo.

Merlong disse, também, que atualmente há uma indexação dos combustíveis do Brasil à variação do dólar, o que implicaria nos altos valores do produto no país. “Com isso, quem fixa o preço do Brasil não é mais a Petrobras, é o Banco Central Americano ao aumentar ou reduzir a taxa de juros dos Estados Unidos, assim como os especuladores nas bolsas de valores que sempre operam no sentido de obter grandes vantagens na venda de ações e através de flutuações de preço”, relatou.

O ex-secretário disse, ainda, que Michel Temer abriu mão da consideração que combustível é um interesse estratégico nacional, protagonizando um retrocesso histórico de mais de 60 anos. Ele sugere a alternação de poder na presidência do país e indica um petista que atualmente está preso.

“Considero que só uma eleição livre, onde o povo possa manifestar, com toda liberdade, poderá dar legitimidade ao governo que reedite a campanha ‘o petróleo é nosso’. E quem tem o perfil adequado, que já mostrou que tem capacidade de fazer isso, é o Lula”, afirmou.

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